MATO GROSSO
Novo Hospital Universitário terá 359 leitos e será o maior de Mato Grosso
MATO GROSSO
Construído em parceria entre o Governo do Estado e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o novo Hospital Universitário será a maior unidade hospitalar estadual em área construída. O investimento total na obra é de R$ 221,1 milhões, sendo que mais da metade com recursos estaduais.
A estrutura de 58,3 mil metros quadrados está 47% executada, atualmente. A unidade terá oito blocos, com 228 leitos de internação, 68 de repouso e 63 de UTI, sendo 18 pediátricos e 25 neonatais. Também serão construídos 12 centros cirúrgicos, 85 consultórios, 45 salas de exame e 21 salas para banco de sangue e triagem.
Na terça-feira (19.09), as obras do novo hospital foram vistoriadas pelo governador Mauro Mendes. Ele lembrou que assim que for finalizada, o que está previsto para novembro de 2024, a unidade será gerida pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, órgão do governo federal.![]()
O atual Hospital Universitário Júlio Müller atende a uma série de especialidades médicas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de ser usada na formação de profissionais com os programas de residência médica. A expectativa é que a nova estrutura, localizada na MT-040, entre Cuiabá e Santo Antônio do Leverger, melhorem o serviço oferecido.
“Esse hospital trabalha, principalmente com média e alta complexidade, casos mais raros, difíceis de se observar. É um campo enorme de estágio e aprendizados”, explicou o reitor da UFMT, Evandro Aparecido Soares da Silva.
As obras do novo hospital podem ser acompanhadas ao vivo pelo site da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT). As imagens mostram a evolução na obra nos últimos quatro meses, com a construção de novos andares.![]()
“Nós buscamos todas as soluções necessárias para que essa obra pudesse ser retomada. O governador Mauro Mendes tem compromisso com a saúde, prova disso é a construção deste hospital, a retomada do Hospital Geral e a construção de quatro novos hospitais regionais”, afirmou o secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira.
O novo hospital universitário começou a ser construído em 2012, com a estimativa de entrega até a Copa do Mundo de 2014, servindo como referência para o público que viesse acabar os jogos, além de melhorar a estrutura de ensino para os alunos da UFMT.
No entanto, o contrato foi rescindido em 2014, devido ao não cumprimento do cronograma. Apenas 9% das obras estavam executadas e o terreno tinha alagamentos. A atual gestão realizou uma série de estudos e uma nova licitação foi lançada em maio de 2020. Após a elaboração dos projetos executivos, as obras começaram em novembro de 2021, com previsão de três anos de execução.
Fonte: Governo MT – MT
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CNJ notifica desembargadora do TJMT para prestar esclarecimentos em reclamação disciplinar
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) notificou a desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Marilsen Andrade Addario, para prestar esclarecimentos, no prazo de 15 dias, em uma reclamação disciplinar que questiona sua atuação na condução de um recurso relacionado à recuperação judicial do Grupo Safras. A representação aponta, entre outros aspectos, suposta extrapolação da competência do juízo de primeiro grau, a nomeação de interventor judicial fora dos limites do recurso e a retenção de agravos internos sem julgamento pelo colegiado. A decisão foi assinada pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques.
A reclamação tem origem em decisões proferidas pela magistrada no âmbito da recuperação judicial do Grupo Safras. A empresa autora sustenta que a desembargadora teria extrapolado os limites de sua atuação no julgamento de um agravo de instrumento, invadindo competências do juízo de primeiro grau, determinando o afastamento de administradores, nomeando interventor judicial e retardando a análise de recursos internos, entre outras supostas irregularidades. As alegações também mencionam possível afronta a dispositivos da Constituição Federal, do Código de Processo Civil, da Lei de Recuperação Judicial, da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN) e do Código de Ética da Magistratura.
No recurso objeto da denúncia a Desembargadora foi vencida por dois votos a um para revogação da decisão de nomeação do interventor e da perícia. O salário fixado pela Desembargadora ao interventor Emanoel Alexandre de Oliveira, era de R$ 300.000,00 por mês, já a perícia foi de R$ 1.5 milhão. Pela decisão do Tribunal caberá à juíza de primeiro grau decidir se aproveita algum ato do interventor, bem como se determina a devolução dos valores pagos.
Ao analisar o pedido, o corregedor não fez juízo sobre o mérito das acusações. Apenas determinou a notificação da magistrada para que apresente sua versão dos fatos, etapa prevista no Regimento Interno do CNJ antes da eventual adoção de outras providências. Assim, a reclamação disciplinar segue em fase inicial de apuração, sem decisão sobre eventual responsabilidade da desembargadora.
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