MATO GROSSO
Novo sistema implantado pela SES vai garantir mais agilidade no atendimento do Samu
MATO GROSSO
“Estamos empenhados na melhoria dos atendimentos às demandas do Samu. Nosso objetivo é agilidade e eficiência na prestação de serviço, o que contribuirá no resgate de vidas”, diz o secretário Estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo.
De acordo com coordenadora do Samu, Luciele Fernanda Benin, o novo sistema conta com um mecanismo moderno de georreferenciamento que foi instalado nas ambulâncias e no setor de Regulação da unidade.
“Essa plataforma mostra o exato local em que uma pessoa está solicitando o atendimento e isso resultará em um menor tempo para a chegada das equipes ao local da ocorrência”, explica a gestora.
O sistema permitirá, ainda, a identificação das áreas com alto índice de acidentes, além de detectar locais onde os moradores apresentam maior incidência de algum mal súbito relacionado à saúde. “Dessa forma conseguimos orientar os gestores a um acompanhamento mais eficiente em pontos estratégicos, seja no trânsito ou em serviços em saúde”, acredita Luciele.
A plataforma foi implementada nas ambulâncias que atendem os municípios da baixada cuiabana, sendo eles Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães e Poconé. A nova ferramenta também foi instalada na Central de Regulação do Samu, que regula as ocorrências dos municípios de Aripuanã, Barra do Bugres, Brasnorte, Colniza, Confresa, Cotriguaçu e Juina
“São mais de 10 mil ligações recebidas por mês. Atendemos a solicitação de uma população superior a 800 mil habitantes. Temos certeza de que o VSkySamu irá revolucionar a realidade dos atendimentos dessa Central, ajudando a salvar muitas vidas”, conclui a gestora.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa
O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.
Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.
“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.
O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.
“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.
Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.
Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.
“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.
Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.
“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.
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