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Núcleo de produtores rurais ligado ao Grupo Safras busca avançar com recuperação judicial

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O Grupo Randon, que faz parte do Núcleo Rossato e é composto pela ex-esposa e uma filha de um dos sócios do Grupo Safras, avalia entrar com pedido de recuperação judicial apartado do Grupo Safras, caso processo recuperacional continue suspenso pela justiça. Atualmente a matriz Grupo Safras Armazém Gerais Ltda. segue com o processamento da sua recuperação judicial suspenso pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, e com recurso para anular a suspensão negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Por fazer parte do Grupo Safras, o Grupo Randon segue com o processo de recuperação judicial travado pela justiça e permanece sem proteção judicial contra execuções, fato que tem prejudicado o núcleo de produtores rurais. Segundo a nova defesa do grupo, comandada pelo advogado, Euclides Ribeiro, da ERS Advocacia, a suspensão da RJ do Grupo Safras é um dos motivos para possível pedido de RJ apartado.

Ainda de acordo com a defesa do Grupo Randon, Carol e Cátia Randon são produtoras rurais em Mato Grosso, empregam aproximadamente 100 pessoas de forma direta, e há pelo menos quatro anos haviam tomado rumo distinto das operações do Grupo Safras, mas continuam sofrendo revezes na justiça por conta do grupo, o que tem impossibilitado o processo de recuperação judicial.

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“O grupo possui faturamento suficiente para se manter operacionalmente ativo, não fossem os avais antigos, continuariam a produzir e pagar suas contas, normalmente”, explicou o advogado que assumiu a reestruturação da Família Randon, Euclides Ribeiro, da ERS Advocacia.

Para os credores, o Grupo Randon é responsável por todo endividamento do Safras, já iniciaram a cobrança e a confusão patrimonial. Já a defesa do grupo alega que o patrimônio foi constituído muito antes da dívida do Safras, pois desde 1989 produzem em Sorriso e que são credores do Safras, não por empréstimos, mas por venda de produtos.

“O histórico mostra que o Grupo Randon sempre se manteve vivo, sem ajuda do capital do Safras, mesmo assim vem pagando essa conta e não consegue mais sustentar essa posição. Com conciliação, transparência e principalmente, realidade dos fatos, sem narrativa esdrúxula, credores e devedores devem passar com clareza os fatos ao Poder Judiciário, para que as julgadoras possam ter segurança na decisão de estruturação do Grupo Randon”, pontua Euclides.

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A Recuperação Judicial do Safras já tomou rumo, o advogado do Fundo AGRI Brazil Special Situations, novo sócio do Grupo Safras, pediu desistência da recuperação judicial. Já Euclides Ribeiro quer a continuidade da RJ quanto ao seu grupo. “Para provarmos que não existiu nenhuma transferência de patrimônio do Grupo Safras para o Grupo Randon, e para pagar as dívidas do Grupo Randon de forma organizada, senão vamos apenas ver a corrida dos maiores credores, por patrimônio, em prejuízo dos menores”, finalizou Ribeiro.

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Vereador Alex Rodrigues defende criação de comissão permanente para enfrentar aumento da população em situação de rua em Cuiabá

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O vereador Alex Rodrigues participou nesta quarta-feira (03), na Câmara Municipal de Cuiabá, de uma audiência pública destinada a discutir as causas do crescimento da população em situação de rua na capital e cobrar a elaboração de um plano de ação efetivo para enfrentar o problema.

O debate reuniu representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de integrantes do Ministério Público, Defensoria Pública e entidades da sociedade civil organizada. O objetivo foi promover uma ampla discussão sobre o tema e buscar alternativas para reduzir o número de pessoas vivendo nas ruas da cidade.

Durante a audiência, foram apresentados dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), que revelam um aumento expressivo da população em situação de rua em Cuiabá nos últimos anos.

Segundo o levantamento, em 2025 a capital contabilizou 1.783 pessoas vivendo nas ruas. O número representa um crescimento superior a 2.775% em comparação com 2013, quando apenas 62 pessoas estavam registradas nessa condição.

Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas integradas envolvendo assistência social, saúde, segurança pública, qualificação profissional e reinserção social.

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Alex Rodrigues propõe comissão permanente

Durante sua participação, o vereador Alex Rodrigues defendeu a criação de uma comissão permanente de enfrentamento à população em situação de rua, com a missão de reunir diferentes órgãos públicos e entidades para construir soluções práticas e duradouras.

Para o parlamentar, é necessário que o debate avance além das discussões institucionais e resulte em medidas efetivas que impactem diretamente a vida das pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Essa discussão não pode ficar apenas no plenário. Precisamos transformar o debate em resultados reais nas ruas de Cuiabá, oferecendo dignidade, oportunidades e atendimento adequado para quem mais precisa”, afirmou.

Curitiba é citada como exemplo

Alex Rodrigues também destacou experiências bem-sucedidas desenvolvidas em outras cidades brasileiras. Entre os exemplos mencionados está Curitiba, que vem apresentando resultados positivos por meio de políticas públicas avançadas e ações integradas entre diferentes órgãos governamentais.

Segundo o vereador, Cuiabá pode adaptar iniciativas que já demonstraram eficiência em outras regiões do país, fortalecendo o acolhimento social e ampliando as oportunidades de reinserção para pessoas em situação de rua.

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Ao final da audiência, os participantes defenderam a continuidade do diálogo entre os poderes públicos e a sociedade civil para a construção de estratégias permanentes que contribuam para reduzir o problema e garantir mais dignidade à população vulnerável da capital.

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