Search
Close this search box.
CUIABÁ

MATO GROSSO

O que significa o feriado de Corpus Christi

Publicados

MATO GROSSO

O feriado de Corpus Christi é uma celebração amplamente reconhecida no Brasil e em diversos países, marcada por tradições religiosas e culturais que encantam fiéis e curiosos. Mas qual é o verdadeiro significado dessa data e quais são suas origens?

Corpus Christi, que em latim significa “Corpo de Cristo”, é uma celebração de origem católica dedicada à Eucaristia. A Eucaristia, ou comunhão, é um dos sete sacramentos da Igreja Católica, representando o corpo e o sangue de Cristo. Este sacramento é simbolizado pela hóstia e pelo vinho consagrados durante a missa, em referência direta à Última Ceia.

Segundo a tradição católica, a Eucaristia foi instituída por Jesus Cristo durante a Última Ceia, quando disse: “Este é o Meu corpo… Isto é o Meu sangue… Fazei isto em memória de mim”, conforme registrado nos evangelhos. “A celebração de Corpus Christi relembra e venera este ato fundamental da fé católica”, explica Yara Vieira, consultora esotérica da Astrocentro.

De onde surgiu a celebração de Corpus Christi?

A origem do feriado remonta ao século XIII, quando o Papa Urbano IV, inspirado pelas visões da freira agostiniana Juliana de Mont Cornillon, instituiu oficialmente a celebração em 1264. Um milagre ocorrido em Bolsena, onde um sacerdote viu sangue escorrer da hóstia durante uma missa, reforçou a necessidade de uma data dedicada à Eucaristia. Este evento milagroso levou à primeira celebração oficial de Corpus Christi, em 19 de junho de 1264.

Quando é celebrado o dia de Corpus Christi na Igreja Católica?

“Corpus Christi é celebrado 60 dias após o Domingo de Páscoa, geralmente entre maio e junho, na quinta-feira seguinte ao Domingo da Santíssima Trindade”, diz a especialista. “A escolha da quinta-feira remete à Última Ceia, que, segundo a tradição, ocorreu neste dia da semana”, completa especialista.

Leia Também:  Detran realiza blitz educativa em áreas escolares da Baixada Cuiabana

No Brasil, Corpus Christi foi incorporado ao calendário religioso em 1961. Entre as tradições mais esperadas está a confecção de tapetes decorativos, iniciada em Ouro Preto, Minas Gerais, na década de 1940. Estes tapetes são feitos de materiais como serragem, borra de café, casca de ovo e flores, e representam temas religiosos como a Eucaristia e a Última Ceia.

De onde surgiu a tradição dos tapetes de Corpus Christi?

Os tapetes de Corpus Christi são uma das atrações mais esperadas da celebração. Decorados com símbolos e imagens cristãs, eles adornam as ruas por onde passam as procissões, transformando a cidade em um cenário de fé e criatividade. Esta prática, originária de Portugal, é uma expressão artística e religiosa que envolve toda a comunidade.

Leia Também:  Sargento da PM é encontrado morto em chácara no MT

“Corpus Christi é mais do que um feriado; é uma oportunidade para refletir sobre a fé, participar de tradições comunitárias e celebrar um dos sacramentos mais importantes da Igreja Católica. Seja você um fiel devoto ou apenas um apreciador da cultura, a celebração de Corpus Christi oferece uma experiência rica e significativa. Vale a pena conhecer”, finaliza Yara Vieira.G

Leia Também:  O Troféu Brasil de Atletismo, que ocorre entre os dias 6 e 9 de julho, em Cuiabá, conta com o apoio do Governo de MT
COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

Publicados

em

Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

Leia Também:  VÍDEO: Catadores de recicláveis amanheceram, nesta segunda-feira, protestando na porta da prefeitura de Sorriso, contra o fechamento do aterro sanitário. É o local onde eles trabalham. Os profissionais da reciclagem foram apoiados pelos vereadores @damianidatv e @mauricio_gomes40.

Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

Leia Também:  Presidente da AL/MT critica tratamento diferenciado a ex-policial que matou advogada: "Ele é um bandido"

Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA