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Obras do Complexo Leblon vão interromper pistas na Miguel Sutil e Avenida do CPA no sábado e no domingo

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A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) informa que em razão das obras de implantação do Complexo Viário Leblon, haverá alterações no trânsito das Avenidas Miguel Sutil e do CPA nos dias 02 e 03 de novembro, próximo sábado e domingo.

Nesses dias serão lançadas as vigas que darão sustentação à ampliação do viaduto sobre a Avenida do CPA. Por conta disso, no sábado, dia 02 de novembro, a pista da Miguel Sutil sentido Coxipó-Rodoviária ficará fechada. O trânsito deste lado da avenida será desviado para o outro lado, que funcionará em fluxo e contrafluxo.

Já na Avenida do CPA, o trânsito será bloqueado na pista sentido centro-bairro, no período da manhã. No período da tarde, a interrupção será do outro lado, na pista sentido bairro-centro. Nesses períodos, os carros serão desviados para a outra pista, que funcionará em fluxo e contrafluxo, durante a interdição.

No domingo, 03 de novembro, as interrupções ocorrerão de forma similar na Avenida do CPA, com bloqueio pela manhã na pista sentido Centro-CPA, e à tarde na pista sentido CPA-Centro. Novamente, o trânsito será deslocado para a outra pista.

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Já na Avenida Miguel Sutil, será bloqueada a pista sentido Rodoviária-Cuiabá, durante todo o dia. O trânsito também será deslocado para o outro lado da avenida, com o fluxo seguindo em apenas uma pista.

Toda a operação recebeu a concordância da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Cuiabá (Semob). A previsão é que ela comece a partir das 05h do sábado (02.11). Faixas foram instaladas no local avisando os motoristas sobre as interdições.

 

O secretário adjunto de Obras Especiais da Sinfra-MT, Isaac Nascimento Filho, explica que a interrupção é necessária para o lançamento das vigas. São estruturas com mais de trinta metros de comprimento, sobre as quais serão construídas faixas adicionais para o alargamento do viaduto.

Durante a operação, um caminhão carregando as vigas precisará estacionar sobre uma das pistas da Avenida Miguel Sutil. Já na Avenida do CPA, um guindaste será o responsável por içar essas estruturas sobre os pilares do viaduto. Justamente por razões de segurança, não é possível haver trânsito de veículos durante essa operação.

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“Essas intervenções foram programadas para o sábado e o domingo, quando haverá um trânsito menor na cidade, como forma de diminuir o impacto provocado pela interrupção. Desta forma, na segunda-feira estas pistas estarão liberadas”, explica.

A obra

As obras no Complexo Viário Leblon recebem um investimento de R$ 65,8 milhões, com o objetivo de melhorar o trânsito nas duas pontas da Trincheira Jurumirim. Entre as intervenções estão a construção de um túnel, o alargamento do viaduto sobre a Avenida do CPA, a construção de um pequeno elevado no fim da Trincheira Jurumirim, a escavação de uma trincheira próximo ao acesso ao jardim Leblon e a duplicação da Rua Boa Vista.

A obra trará mudanças na forma com as pessoas se deslocam entre a Avenida do CPA e Miguel Sutil e incluem também o reforço das estruturas já existentes.

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Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa 

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O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.

Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.

“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.

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O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.

“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.

Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.

Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.

“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.

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Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.

“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.

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