MATO GROSSO
“Obras do Hospital Central e do Centro Logístico são exemplos de quando a Saúde é priorizada”, diz governador
MATO GROSSO
“O retrato do antigo Hospital Central, que há quatro anos estava com a obra abandonada parecendo fantasma, era o retrato também de uma saúde que não era priorizada no Estado. Depois de muito trabalho vamos entregar nos próximos meses o maior e melhor hospital de Mato Grosso. Investimos também no Celad, que vai centralizar toda a logística do Governo que hoje está esparramada em uns 8 almoxarifados, sendo muitos deles alugados pela cidade, situação que aumenta o custo e diminui a eficiência. Com todo esse investimento é notório que as obras do Hospital Central e do Centro Logístico de Abastecimento são exemplos de quando a Saúde é priorizada”, diz governador
O Hospital Central de Alta Complexidade, construção que ficou abandonada por 34 anos, já está 90% concluído. Será investido o total de R$ 184,5 milhões na execução da obra, que deve ser concluída ainda em 2023. O planejamento é que a unidade inicie os atendimentos em 2024.
“Devemos publicar ainda em junho o edital de licitação para comprar os equipamentos do Hospital. Toda a especificação de equipamento foi feita através de uma parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein, que está assessorando a SES na engenharia clínica, nos processos e procedimentos para que nós possamos entregar um hospital com novo padrão de qualidade na infraestrutura, mas principalmente no funcionamento e atendimento da população”, acrescenta Mauro Mendes.
A unidade terá capacidade para oferecer 1.990 internações, 652 cirurgias, 3.000 consultas especializadas e 1.400 exames por mês. O novo projeto prevê 10 salas cirúrgicas, 60 leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 230 leitos de enfermaria e estrutura física para a realização de exames de imagem. Além disso, a unidade de alta complexidade vai dispor um total de 290 leitos voltados para o atendimento de toda a população mato-grossense.
Já a obra do Centro Logístico de Abastecimento e Distribuição (Celad) está 37% executada e receberá o investimento total de aproximadamente R$ 60 milhões. Ligada à Assistência Farmacêutica, a unidade oferecerá um espaço mais moderno e amplo para o armazenamento de medicamentos e compostos a serem distribuídos aos munícipios do Estado. O local também irá atender as demandas logísticas de diversas secretarias do Estado.![]()
Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
“Essas obras são representativas para a Secretaria Estadual de Saúde e demonstram o comprometimento da atual gestão com a modernização dos equipamentos públicos de saúde e, sobretudo, com a melhoria dos serviços prestados à população. O Hospital Central será o maior e melhor hospital de alta complexidade de Mato Grosso ofertará alta resolutividade em especialidades que ainda são escassas no estado”, pontuou o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo.
Para o deputado estadual, Gilberto Figueiredo, ambas as obras demonstram o trabalho de modernização das estruturas de Saúde do Estado, que é uma marca da atual gestão.
“Esse é um presente para os mato-grossense. Um hospital que ficou parado por 34 anos, inacabado, e que agora na gestão do governador Mauro Mendes será entregue 100% SUS à população. Ambientes modernos, profissionais qualificados, equipamentos de última geração. Tudo o que há de melhor para atender nossa população”, avaliou o parlamentar.
Durante a agenda, ainda foram vistoriadas as obras do novo Laboratório Central do Estado (Lacen), que está cerca de 70% executada. A previsão de investimento na construção é de R$ 14 milhões.
Também participaram da vistoria a senadora Margareth Buzetti, o deputado federal Fabio Garcia, o deputado estadual Paulo Araújo, o vereador de Cuiabá Dilemário Alencar, além dos secretários estaduais de Planejamento e Gestão (Seplag), Basílio Bezerra; de Comunicação, Laice Souza; de Segurança Pública (Sesp), coronel PM César Augusto Roveri; de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Grasielle Paes; de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), Jefferson Neves e o comandante geral do Corpo de Bombeiros, Alessandro Borges.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.