MATO GROSSO
Óculos com inteligência artificial entregues pelo Governo de MT beneficiam 170 estudantes e professores cegos
MATO GROSSO
O OrCam MyEye é um dispositivo acoplado a um óculos, que pode ser ativado por toque e voz, proporcionando uma revolução na forma como os estudantes interagem com o conhecimento. Essa tecnologia revolucionária permite o reconhecimento de rostos e de até 200 produtos cadastrados e retransmitir a informação no ouvido do usuário.
Além disso, o aparelho possui controle de velocidade, possibilitando a leitura de 100 a 250 palavras por minuto, escolha de voz masculina ou feminina, pausa, avanço e retrocesso na leitura, tudo isso em modo offline, sem precisar estar conectado à internet.
Para o estudante Pedro Henrique Teles Silva, da Escola Estadual André Antônio Maggi, em Colíder, o dispositivo já tem feito a diferença. “Minha vida mudou e não consigo parar de sorrir, tamanha é a minha felicidade. Poder ler um livro, até escrito em inglês, me fez sentir o quanto foi importante essa doação da Seduc”, enfatizou.
A estudante Vanessa Albuquerque dos Santos, da Escola Estadual Professora Maria Elza Ferreira Inácio, de Rondonópolis, disse que o interesse dela pelos estudos aumentou depois que recebeu os óculos.
“Vi o meu aprendizado melhorar muito após passar a usar OrCam MyEye. Meu interesse pelo estudo também aumentou. Senti uma liberdade enorme ao precisar de menos ajuda para as tarefas escolares”, contou.
Na avaliação do governador Mauro Mendes, essa iniciativa não apenas transforma a maneira como os estudantes absorvem o conhecimento, mas também demonstra o comprometimento do Estado em proporcionar ferramentas inovadoras que impulsionam o aprendizado e promovem a inclusão na comunidade escolar.
“Fizemos um investimento de grande resultado social que reforça o papel da tecnologia na construção de um futuro mais acessível e igualitário na educação pública. Representa um avanço significativo na busca por uma educação mais inclusiva e igualitária, garantindo que todos os alunos tenham acesso às mesmas oportunidades de aprendizado”, pontuou.
Segundo ele, o dispositivo OrCam MyEye é uma prova concreta de que o investimento em tecnologia pode fazer a diferença na vida dos estudantes e professores cegos.
Essa ação faz parte de uma das 30 políticas que compõem o Plano EducAção 10 Anos, estabelecido pelo Governo de Mato Grosso, com o objetivo de posicionar a Rede Estadual de Ensino entre as cinco mais bem avaliadas do país até 2032.
“Com essa ação, o Governo de Mato Grosso demonstra o compromisso em promover a inclusão e proporcionar uma educação de qualidade para todos os estudantes. A entrega do dispositivo OrCam MyEye foi um marco e, certamente, terá um impacto positivo na vida dos estudantes e professores beneficiados por toda a vida”, disse o secretário de Estado de Educação, Alan Porto.
A doação desses dispositivos também representou a inclusão social de crianças e adolescentes, que muitas vezes necessitam desse benefício para ter acesso ao conhecimento. Ele destacou que o OrCam MyEye lê para a pessoa através da reprodução do texto por áudio em português, inglês e espanhol, ampliando o acesso a conteúdo educacional.
O dispositivo é fabricado pela OrCam, uma startup israelense com sucesso reconhecido mundialmente, que vem desenvolvendo tecnologias para garantir visão artificial e melhor qualidade de vida às pessoas que sofrem de deficiência visual.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa
O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.
Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.
“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.
O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.
“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.
Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.
Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.
“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.
Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.
“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.
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