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FIM DO FEUDO

Oposição surpreende e vence eleição CRM-MT com 62% dos votos

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MATO GROSSO

A Chapa 1 – Mudança Já! Venceu as eleições do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) e comandará a autarquia pelos próximos cinco anos. A vitória veio com o voto de mais de 3,1 mil médicos, 62,33% dos votos válidos.

A chapa é formada por 40 conselheiros, sendo 20 titulares e 20 suplentes, que tomarão posse no dia 1° de outubro. A chapa de situação, derrotada no pleito, recebeu 37,67% dos votos válidos.

Pouco mais de 5,4 mil médicos votaram na eleição deste ano. Formada por médicos de Cuiabá e do interior, a
Chapa 1 apresentou aos médicos o lema “Defendendo a medicina e apoiando o médico”.

Pela primeira vez na história, a eleição do CRM-MT contou com uma chapa de oposição, criada pelo sentimento dos profissionais de que o Conselho pode e deve ser mais presente na rotina dos médicos. Ao longo das semanas que antecederam as eleições, os integrantes da Chapa 1 visitaram dezenas de unidades de Saúde, ocasião em que puderam apresentar o grupo, as propostas e ouvir as demandas dos profissionais.

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Entre as propostas da Chapa 1, está a criação de um canal de comunicação exclusivo para que os médicos denunciem problemas estruturais nas unidades de saúde e atrasos salariais; fazer o CRM cumprir seu papel de defender a medicina sob todos os seus aspectos; integrar os médicos do interior ao conselho; e criar uma comissão do jovem médico, para apoiar e ouvir os profissionais em início de carreira.

Confira abaixo o nome dos médicos eleitos:

 

Conselheiros efetivos

Adriano Bastos Pinho – Cuiabá

Alessandro Gonçalves da Silva – Cuiabá

Anderson Aires Luiz da Silva – Cuiabá

Aurélio Abdias Sampaio Ferreira – Cuiabá

Cláudia Maria Gonçalves Preza – Cuiabá

Danilo Augusto Oliani Giroto – Tangará da Serra

Diogo Leite Sampaio – Cuiabá

Fábio Yonamine – Cuiabá

Liliane Rodrigues Brianeze – Cuiabá

Lucas Bertolin – Matupá

Luciano Aquino de Faria – Sinop

Luciano Florisbelo da Silva – Cuiabá

Luiz Gustavo Barcelos – Cuiabá

Magno Stefani Cezar – Cuiabá

Maria Luisa Trabachin Gimenes – Cuiabá

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Mirella de Figueiredo Abreu Prado – Cuiabá

Orestes Borges – Cuiabá

 

Conselheiros suplentes

Alessandro Henrique Previde Campos – Cuiabá

Antônia Carlos Magalhães Novais – Cuiabá

Eduardo Garcia de Arruda – Cuiabá

Elaine Patrícia Souza Silva – Cuiabá

Evandro Martins de Souza – Lucas do Rio Verde

Giovani Mendes Ferreira – Cuiabá

Ian Ribeiro da Rocha – Cuiabá

Jacqueline Jéssica De Marchi – Sinop

José Alfredo Loureiro Granja – Cuiabá

Luiz Fernando Galesso Seror – Cuiabá

Maikon Adriano Ticianel – Cuiabá

Marco Aurélio de Barros Silva – Várzea Grande

Marcos Khalaf Farah Albeny – Rondonópolis

Michele Coutinho Neto – Juína

Neimar de Souza – Nova Mutum

Oscar Vanderlei de Miranda – Alta Floresta

Paulo Diniz Clausen de Araújo – Nova Mutum

Paulo Henrique Nesi de Campos – Sinop

Renata Machado Barbosa Lima de Miranda – Cuiabá

Thales Santana Damante – Cuiabá

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MATO GROSSO

Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso

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A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.

De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.

Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.

Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.

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O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:

“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.

A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.

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