Search
Close this search box.
CUIABÁ

MATO GROSSO

Pacientes amputados recebem próteses: “recuperei minha liberdade”

Publicados

MATO GROSSO

O Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac), gerido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), realiza, até sexta-feira (18.08), um mutirão para entregar próteses a pacientes atendidos pela unidade de saúde. A expectativa é de quem sejam entregues 81 próteses transfemoral (destinada a pessoas que sofreram amputação acima do joelho) e transtibial (utilizada por paciente que teve amputação abaixo do joelho).

Ansiosa para dar os primeiros passos com a prótese, Adair Maria da Cruz, de 56 anos, moradora de Cuiabá, não escondeu o entusiasmo em deixar as muletas para viver a desejada liberdade. Ela sofreu uma amputação na perna em 2022, em razão de varizes e, desde então, faz fisioterapia no Cridac.

“Eu quase não dormi essa madrugada, ansiosa por este momento. Quero essa prótese para ter liberdade, porque, com a muleta, eu fico limitada, dependendo de outra pessoa. Já com a prótese eu dependo só de mim mesma. Vou conseguir ir para igreja e mercado”, conta.

Para o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, ver pacientes felizes e esperançosos é gratificante.

“Quando vemos isso, sentimos que o dever está sendo cumprido, pois nossa missão é auxiliar o paciente em sua reabilitação, o que contribui para o convívio dele em sociedade. A atual gestão olha atentamente para as pessoas com deficiência e tem a inclusão como objetivo”, diz o gestor.

Leia Também:  Gefron apreende 79 tabletes de pasta base de cocaína em compartimento falso de veículo e prende motorista

Quem também quase não dormiu de ansiedade foi o servidor público Juliano Proença, de 50 anos. Essa foi primeira vez que ele caminhou com prótese. Juliano usa muleta desde 2022, quando passou por uma amputação transfemoral devido a progressão de osteomielite, inflamação do osso causada por infecção que se agravou em razão do quadro diabético do paciente.

“Cheguei aqui um pouco assustado porque essa noite quase nem dormi. Estava com medo de não dar certo e de me frustrar, mas após os primeiros passos eu me sinto realizado. Já estou até me adaptando. Agradeço e parabenizo toda a equipe do Cridac, pois faço fisioterapia desde o ano passado e isso me ajudou muito no físico e emocional, porque eu me via numa condição nova de vida e fui bem atendido da recepção até as equipes médicas”, relata.

Vítima de um acidente de moto em 1998, Gervan Ferreira de Oliveira, de 50 anos, morador de Rondonópolis, precisou amputar parte da perna e iniciou no mesmo ano o tratamento no Cridac. “Esse serviço é imprescindível para mim. Se fosse para eu comprar todas as próteses que retirei aqui eu não teria condição financeira”, afirma.

Leia Também:  Procon Estadual determina suspensão de serviços de telemarketing abusivo em MT

As próteses

O secretário adjunto de Unidades Especializadas da SES, Luiz Antônio Ferreira, explica que toda prótese entregue é confeccionada de acordo com a necessidade de cada paciente.

“Antes de retirarem o equipamento, os pacientes passam por avaliação com psicólogo e fisioterapeuta, que tira todas as medidas para em seguida confeccionar. O paciente sai do Cridac com uma prótese de acordo com suas características físicas”, observa.

Conforme a diretora do Cridac, Suely Souza Pinto, as entregas de próteses desta semana vão contemplar moradores de diversos municípios do Estado, além da baixada cuiabana.

“Vamos receber pacientes de Cuiabá, Várzea Grande, Poconé, Rondonópolis, Cáceres, Juína, entre outros. A meta é alcançar as pessoas que já tiveram a concessão da prótese aprovada e as medidas tiradas”, diz Suely.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

Publicados

em

Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

Leia Também:  Pesca é liberada em todos os rios de Mato Grosso a partir desta terça-feira

Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

Leia Também:  Homem ateia fogo na ex-mulher, que é socorrida em estado grave no Nortão

Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA