MATO GROSSO
Parque estadual é berçário de mais de 350 mil filhotes de tartarugas-da-amazônia em 2022
MATO GROSSO
O gerente do parque estadual, Felisberto Alves, explica que os filhotes saem dos ovos entre os meses de novembro e dezembro. O local é resguardado para a reprodução da espécie, e é chamado de reviradouro – praia em que centenas de tartarugas desovam em segurança -. As tartarugas escolhem o local de acordo com a limpeza da areia e tranquilidade da praia.
Com cerca de 65 dias após a postura dos ovos, o gerente começa a prestar auxílio no nascimento das tartarugas que estão em “berçários” ao longo das praias. Os filhotes que estão no reviradouro costumam nascer após 77 dias de postura, sem intervenção humana.
O trabalho de fiscalização é realizado durante todo o ano para impedir a caça e pesca predatória na Unidade de Conservação Estadual. De setembro a dezembro, é intensificado o monitoramento.
Além de servir como refúgio para esta e outras espécies, a região é marcada por uma beleza exuberante. Devido às inundações periódicas, a vegetação ao longo do rio é típica de áreas alagadas. Já no período da seca, grandes faixas de areia formam praias de beleza cênica única.
Preservação dos quelônios
O PQA é um programa governamental que promove, por meio de pesquisa e do manejo, a conservação dos quelônios de água doce na Amazônia Legal e na bacia do rio Araguaia. O Governo de Mato Grosso e o Ibama são parceiros neste projeto de preservação do maior quelônio de água doce da América do Sul, que pode chegar a 50 kg na fase adulta. Estima-se que o projeto já tenha auxiliado no nascimento de mais de 8 milhões de tartarugas ao longo de sua existência.
A parceria bem sucedida tornou a espécie, antes ameaçada de extinção, considerada apenas vulnerável. Ao navegar pelos lagos da região é visível o povoamento de quelônios no Araguaia.
As tartarugas de água doce são importantes na cadeia alimentar e manutenção de diversas espécies da fauna da região, como outras tartarugas, peixes, entre eles, o pirarucu, um dos maiores peixes de água doce no Brasil.
Sobre o Refúgio
A Unidade de Conservação está situada em uma área de 60 mil hectares de Cerrado Proteção Integral, localizada nos municípios de Ribeirão Cascalheira, Cocalinho e Novo Santo Antônio.
Foi criada a partir da Lei n.º 7520/01, em 28 de setembro de 2001, para assegurar a existência e reprodução de tartarugas, de animais e plantas de diversas espécies, contribuindo para a preservação da diversidade biológica.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Acrismat solicita à Sefaz renovação de incentivo do ICMS para a suinocultura até 2032
A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) se reuniu nesta semana com a equipe da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para entregar um ofício solicitando a renovação, até 2032, da concessão de cumulatividade do crédito presumido do ICMS, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O pedido abrange as operações próprias de saídas interestaduais de suínos vivos, em todas as finalidades. A vigência atual do benefício se encerra em 31 de dezembro de 2026.
A solicitação busca assegurar condições de competitividade à suinocultura mato-grossense, especialmente aos produtores independentes. No ofício, a Acrismat aponta que Mato Grosso registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas nos últimos anos, cenário que reforça a necessidade de medidas voltadas à sustentabilidade econômica das propriedades e à permanência dos suinocultores na atividade.
Para subsidiar a demanda, a entidade encaminhou o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontuou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.
O documento também destaca que as oscilações cíclicas do mercado afetam os custos de produção, a rentabilidade e a capacidade de investimento dos suinocultores. Nesse contexto, a renovação é defendida como uma medida para proporcionar maior segurança ao setor e manter condições de competitividade em relação aos produtores de outras unidades da Federação.
Além dos efeitos nas propriedades, a associação ressalta os reflexos da atividade na manutenção de empregos, na geração de renda e na movimentação da economia dos municípios. O pedido considera toda a cadeia produtiva e os serviços vinculados à criação de suínos.
Articulação institucional
O ofício informa que a mesma solicitação foi formalizada junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também pediu apoio à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para a demanda no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).
A demanda conta com apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).
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