MATO GROSSO
Pesquisa de preço do Procon-MT constata variação de até 78,25% na caixa de bombom
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De acordo com o coordenador de Fiscalização, Controle e Monitoramento de Mercado do Procon-MT, Ivo Vinícius Firmo, foram comparados valores de ovos e coelhos de chocolate, caixa de bombons, tabletes, entre outros produtos, de diversas marcas, tipos e modelos. No total foram avaliados 145 itens.
O produto com maior diferença percentual registrada, de 78,25%, foi a caixa de bombom Garoto Sortidos Garotices (250gr). O menor preço encontrado foi R$10,99 e o maior valor foi R$19,59.
Em segundo lugar está a caixa de bombom Nestlé Especialidades (251gr), com variação de 65,05%: menor preço R$10,90 e maior preço R$17,99. E em terceiro lugar, o ovo de Páscoa Lacta Ouro Branco (359gr), com diferença percentual de 57,60% (menor preço R$57,99 e maior preço R$91,39).
Já o produto com maior variação em dinheiro foi o ovo de Páscoa Collection Ferrero Rocher (241gr), com preços entre R$99,00 (menor valor) e R$153,99 (maior valor), ou seja, uma diferença de R$54,09 para o mesmo produto.
Em segundo lugar, está o ovo de Páscoa Lacta Meio Diamante Negro Meio Laka (500gr), com diferença de R$38,40: menor preço R$ 84,99 e maior preço R$ 123,39. E em terceiro lugar, o ovo de Páscoa Lacta Favoritos (500gr) que apresentou diferença de R$34,99 (menor preço R$84,99 e maior preço R$119,98).
A coleta dos preços foi realizada nos dias 18 e 19 de março em dez estabelecimentos comerciais de Cuiabá.
A secretária adjunta do Procon-MT, Márcia Santos, enfatiza que o levantamento tem como objetivo despertar no consumidor a consciência sobre a importância da pesquisa de preços.
“Antes de ir às compras, é essencial fazer uma pesquisa de preços, que pode ser presencial nas lojas, pelos encartes e material publicitário divulgados ou nos sites dos estabelecimentos. Também é preciso avaliar a forma de apresentação do produto: trocar ovos de Páscoa por caixas de bombom ou barras de chocolate é uma boa opção para economizar”, salienta.
Confira a Tabela Comparativa com as maiores variações de preço e a Pesquisa Completa.
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.