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PF: empresa de beneficiária do Bolsa Família recebeu R$ 1,1 mi

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CÍNTIA BORGES

DA REDAÇÃO

A Polícia Federal descobriu que uma empresa registrada no nome de uma beneficiária do Bolsa Família recebeu transferência de R$ 1,1 milhão de investigados pela Operação Hermes (Hg), deflagrada nesta quinta-feira (1º). A empresa também teria “negociado” mercúrio vendido de maneira irregular no Brasil.

A operação investigou um esquema de contrabando e acobertamento de mercúrio usado por garimpos na Amazônia.

Segundo as investigações, empresas ligadas a integrantes da família Veggi, de Cuiabá, seriam as grandes executoras do esquema, que pode ter dado um prejuízo de R$ 1,1 bilhão dos cofres públicos.

Os empresários Ali Veggi, Arnoldo Veggi e Edgar Veggi foram presos preventivamente. Já Edy Veggy e Bruna Veggi foram presos temporariamente, por cinco dias.

Conforme a PF, o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) detectou que a empresa Quimar Comércio de Produtos Químicos fez, entre outras, uma transferência de R$ 1,1 milhão para a J.S. Torres, registrada em nome de Jhenyfer Silva Torres, que está cadastrada no Bolsa Família.

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Na eleição de 2016, Arnoldo Veggi, que foi candidato a vereador em Cuiabá, declarou ao Tribunal Regional Eleitoral ter 40% de participação da Quimar.

“A empresa J. S. Torres – aberta em 2019 e com suposta sede em Terenos (MS) – seria uma empresa de fachada utilizada pelo Grupo Veggi com o único e exclusivo objetivo de cometer crimes”, diz a PF.

“A responsável pela referida empresa é Jhenyfer da Silva Torres, beneficiária do programa Bolsa Família, que tem domicílio em Cuiabá (MT) e cujo último vínculo laboral foi de repositora de mercadorias em um supermercado no mesmo município”.

A J.S.Torres tem apenas dois funcionários registrados. Um deles é Patrike Noro de Castro, cujas contas receberam movimentações atípicas. Entre 1º de outubro e 14 de dezembro de 2021, ele recebeu R$ 455.712,69 em transferências bancárias. Destes R$ 123.450 vieram da empresa R2 Transportes e Terraplanagem, uma das investigadas.

No mesmo período, Patrike transferiu R$ 117.700 para Arnoldo Veggi e R$ 7.500 para a Hiposal Comércio de Produtos Químicos e Tratamento, empresa que também é ligada ao Grupo Veggi, cujo responsável legal é Alberto Veggi Atala.

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FONTE/ REPOST: MÍDIA NEWS 

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Acrismat solicita à Sefaz renovação de incentivo do ICMS para a suinocultura até 2032

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A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) se reuniu nesta semana com a equipe da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para entregar um ofício solicitando a renovação, até 2032, da concessão de cumulatividade do crédito presumido do ICMS, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O pedido abrange as operações próprias de saídas interestaduais de suínos vivos, em todas as finalidades. A vigência atual do benefício se encerra em 31 de dezembro de 2026.

A solicitação busca assegurar condições de competitividade à suinocultura mato-grossense, especialmente aos produtores independentes. No ofício, a Acrismat aponta que Mato Grosso registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas nos últimos anos, cenário que reforça a necessidade de medidas voltadas à sustentabilidade econômica das propriedades e à permanência dos suinocultores na atividade.

Para subsidiar a demanda, a entidade encaminhou o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

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“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontuou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.

O documento também destaca que as oscilações cíclicas do mercado afetam os custos de produção, a rentabilidade e a capacidade de investimento dos suinocultores. Nesse contexto, a renovação é defendida como uma medida para proporcionar maior segurança ao setor e manter condições de competitividade em relação aos produtores de outras unidades da Federação.

Além dos efeitos nas propriedades, a associação ressalta os reflexos da atividade na manutenção de empregos, na geração de renda e na movimentação da economia dos municípios. O pedido considera toda a cadeia produtiva e os serviços vinculados à criação de suínos.

Articulação institucional

O ofício informa que a mesma solicitação foi formalizada junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também pediu apoio à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para a demanda no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).

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A demanda conta com apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).

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