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PJC recebe vídeo em que menor que matou cabeleireira trans usa roupa de açougueiro e filma execução

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A Polícia Civil de Água Boa teve acesso a um vídeo gravado pelo adolescente de 17 anos que mostra o momento em que ele matou a cabeleireira transexual Bia Castyal, de 20 anos, dentro da casa dela, na última semana. A gravação, por envolver menor de idade, e conter cenas pesadas, não foi compartilhada pelos agentes civis. Olhar Direto já havia publicada sobre a possibilidade do crime ter sido registrado. 

De acordo com informações apuradas pela reportagem, o material mostra o suspeito desferindo 22 facadas contra a vítima, que já estava desacordada. Acredita-se que ele tenha estrangulado Bia antes de golpeá-la no tórax e na cabeça. Durante o ataque, o adolescente manteve silêncio e utilizava uma roupa de açougueiro.

O vídeo será anexado ao inquérito policial conduzido pelo delegado Matheus Soares Augusto, que investiga o caso. O adolescente foi detido no último domingo (22), três dias após o corpo de Bia ter sido encontrado.

Desde o início das investigações para apurar a morte da transexual, ele já estava no radar da polícia.

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Como noticiado pelo Olhar Direto, na noite dos fatos, o jovem e a vítima se encontraram e mantiveram relações sexuais. Foi apontado que eles possuíam um relacionamento prévio, entretanto, possivelmente após o ato, o suspeito executou a vítima com golpes de faca e estrangulamento.

O delegado Matheus Soares Augusto ressaltou o perfil criminal do suspeito, que apresenta inclinações de psicopatia que se revelam pela frieza de executar a vítima após o ato íntimo, indicando que foi algo previamente planejado, bem como o fato do adolescente não apresentar remorso pelo ocorrido.

No dia seguinte, o suspeito retornou à sua rotina normal e realizou uma viagem de férias com a família. O celular da vítima e a faca utilizada no crime foram descartados pelo adolescente para dificultar o trabalho de investigação.

O caso segue sendo apurado.

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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