MATO GROSSO
PL projeta lançar Wellington ao governo de MT e Medeiros ao Senado nas eleições de 2026
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O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, afirmou que o partido vai lançar candidatos em todos os 141 municípios do estado nas eleições de 2024 e a meta é eleger 40 prefeitos. De acordo com o dirigente partidário, a orientação de Jair Bolsonaro (PL) e do líder da nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, é organizar a legenda para fortalecer as bases pensando em 2026, quando Wellington Fagundes (PL) será projetado para disputar o governo estadual e José Medeiros, o Senado.
“Em 2026, a orientação do presidente Valdemar e do ex-presidente Bolsonaro é lançar a pré-candidatura do deputado federal José Medeiros para o Senado. Para governo, existe a possibilidade de lançar a pré-candidatura do senador Wellington Fagundes, que é o nome mais forte da sigla no Estado”, disse o presidente.
Em Cuiabá, Ananias cita o deputado federal Abilio Brunini como o pré-candidato ao PL a prefeito e, em Várzea Grande, existe a possibilidade de lançar o empresário Tião da Zaeli, atual presidente da sigla no município.
Já em Rondonópolis, Ananias revela que o partido possui vários nomes e ainda a expectativa de filiar o deputado estadual Cláudio Ferreira (PTB).
“Temos um time forte em todo o Estado. Pré-candidatos de direita, conservadores e que possuem capacidade técnica e política para gerir uma cidade”, falou o dirigente.
Com uma larga experiência na vida pública, Ananias, que já foi prefeito de Rondonópolis e secretário de Estado, vai apoiar as ações do PL em todo o país, mas seu foco, como presidente do partido, será Mato Grosso. Ele foi requisitado para ficar na direção nacional da sigla, mas optou em contribuir no Estado, uma vez que a meta é eleger o maior número de prefeitos e vereadores para que, em 2026, a direita volte a comandar o país.
Da Assessoria/ Cuiabá Notícias
MATO GROSSO
Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa
O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.
Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.
“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.
O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.
“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.
Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.
Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.
“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.
Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.
“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.
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