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PM e PJC desarticula quadrilha que utilizava pet shop de fachada para tráfico de drogas

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Policiais militares e civis prenderam em flagrante três homens e uma mulher, com idades entre 21 e 48 anos, por tráfico de drogas, durante uma ação integrada, nesta quinta-feira (10.03), em Lucas do Rio Verde. Os suspeitos presos utilizavam uma pet shop que servia como fachada para a distribuição e comércio ilícito de entorpecentes.

Por volta de 10h, a equipe de Inteligência do 13º Batalhão da PM e da Polícia Judiciária Civil cumpriram mandados de busca e apreensão em uma pet shop, no bairro Rio Verde. Segundo as investigações, o estabelecimento estava sendo observado há alguns dias e foi constatado como fachada para o crime de tráfico ilícito de drogas.

Na manhã desta quinta (10), as equipes notaram uma movimentação atípica no estabelecimento e seguiram um dos suspeitos, que ao sair entregou uma sacola para outro suspeito em uma residência. Ao retornar para a pet shop, os policiais realizaram abordagem ao homem e a uma mulher e anunciaram o cumprimento do mandato.

Em buscas no local, os policiais encontraram uma espingarda desmontada e entre os sacos de rações foram encontradas 12 barras de substância análoga a maconha, quatro barras de pasta base de cocaína, uma barra de cocaína e porções pequenas das mesmas drogas. Além disso, foi localizada uma caixa contendo 50 munições de calibre .380.

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Os suspeitos receberam voz de prisão e revelaram a localização de um comparsa, que atuava como ‘tesoureiro’ da quadrilha. Os policiais não conseguiram localizá-lo na residência, mas encontraram e apreenderam cadernos de anotações e equipamentos utilizados para o crime.

Após levarem a dupla do pet shop para a Delegacia, as equipes policiais se deslocaram para a residência do suspeito que recebeu uma sacola entregue pelo criminoso que foi preso. O homem foi visto saindo da residência para encontrar outro suspeito, no momento em que um pacote foi entregue, os outros dois homens receberam voz de prisão da equipe policial.

Diante dos fatos, os suspeitos foram encaminhados para à Delegacia de Lucas do Rio Verde onde foi registrado o boletim de ocorrência pelos crimes de associação para o tráfico de drogas e as demais providências cabíveis. As equipes policiais seguem em diligências em busca do restante da quadrilha.

 Disque-Denúncia  

 A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.

 
Fonte: GOV MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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