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Polícia Civil identifica criminosos envolvidos em furto qualificado em supermercado da Capital

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Ação resultou na apreensão de dinheiro, celulares e do veículo utilizado no crime; diligências seguem em andamento para prisão dos envolvidos.

Três criminosos envolvidos no furto qualificado em uma das lojas de uma rede de supermercados, localizada no bairro Morada da Serra, em Cuiabá, foram identificados pela Polícia Civil em investigações conduzidas pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá. Em diligências realizadas, na quinta-feira (02.01), a equipe da Derf apreendeu o veículo utilizado no crime, aparelhos celulares e mais de R$ 3 mil em dinheiro.

As investigações iniciaram logo após a Derf ser comunicada sobre o furto no estabelecimento, ocorrido na madrugada de quinta-feira (02). Em análise das imagens de câmeras de segurança, foi possível identificar que um dos envolvidos no furto foi ao supermercado no dia 30 de dezembro, na companhia de um comparsa, ocasião em que colocou uma fita adesiva no sensor de movimento do estabelecimento. Em seguida, os dois suspeitos deixaram o local em um veículo VW Gol.

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Na madrugada do dia 02, três criminosos invadiram o estabelecimento pelos fundos, utilizando luvas e materiais para arrombamento do cofre do supermercado, contando com apoio do mesmo veículo VW Gol.

Com base nos levantamentos, os policiais conseguiram chegar a um endereço no bairro Altos da Serra, onde foi localizado o veículo utilizado no crime.

Ao perceber a chegada dos policiais no local, um dos suspeitos fugiu pulando o muro dos fundos da residência. O muro possuía cerca de quatro metros de altura e já havia alguns objetos escorados com o fim de auxiliar na necessidade de uma fuga rápida do local.

Em buscas na residência, foi apreendido o valor de R$ 3.070 em dinheiro, além de um par de luvas e um boné preto encontrados dentro do veículo utilizado na ação criminosa.

Em continuidade às diligências, os policiais conseguiram identificar o segundo envolvido. Na casa do investigado, no Bairro 08 de Abril, os policiais apreenderam uma lixadeira com diversos discos de corte.

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O terceiro suspeito também foi identificado, sendo representado ao Poder Judiciário pelos mandados de prisão contra todos os integrantes do grupo envolvidos no crime.

As diligências seguem em andamento para localização e prisão dos criminosos.

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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