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Polícia Civil intensifica ações de combate aos crimes contra a flora no norte de MT

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), deflagrou a Operação Ipiranga com objetivo de coibir crimes contra a flora e fazer atividade de perícia técnica em propriedades rurais que se encontram com embargos para acelerar a recuperação de ativos, que ultrapassa a quantia de R$ 2 milhões.

Entre os dias 08 a 14 de julho, os policiais civis da Dema realizaram diversas diligências e fiscalizações de extração de madeira ilegal em estradas vicinais nas regiões dos municípios de Sinop, Feliz Natal e São José do Rio Claro.

Durante as barreiras de fiscalização no norte de Mato Grosso, um caminhão Mercedez Benz carregado com aproximadamente oito metros cúbicos de toras de madeiras nobre extraída de maneira ilegal da Estação Ecológica Rio Ronuro foi apreendido.

A carga avaliada em R$ 50 mil, junto com o veículo, totalizou prejuízo de cerca de R$ 150 mil para a organização criminosa atuante no comércio ilegal de madeira. O condutor do caminhão foi autuado em flagrante pelo crime de vender, expor à venda, ter em depósito, transportar ou guardar madeira, lenha, carvão e outros produtos de origem vegetal, sem licença ambiental.

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As ações também incluíram o acompanhamento da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Poitec) nos trabalhos periciais em uma fazenda na cidade de Feliz Natal, onde foi constatado, através de monitoramento pelos bancos de dados e imagens de satélite Planet, a evolução do dano ambiental chegando a quase três hectares de desmatamento ilegal.

A delegada titular da Dema, Liliane Murata, reforça o comprometimento em proteger o meio ambiente e garantir que as leis sejam cumpridas. “As fiscalizações continuarão com rigor para preservar nossos recursos naturais e punir aqueles que insistem em desrespeitar a legislação ambiental”, pontuou a delegada.

Fonte: Governo MT – MT

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Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa 

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O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.

Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.

“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.

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O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.

“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.

Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.

Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.

“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.

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Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.

“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.

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