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Polícia Civil prende um dos envolvidos em furtos a comércios em Matupá e identifica outros 2 autores

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Um dos autores de vários furtos em estabelecimentos no Setor Industrial e em obras no bairro ZH1, no município de Matupá (695 km ao norte de Cuiabá), foi preso pela Polícia Civil, na quarta-feira (03.07), durante diligência para cumprir ordem de serviço.

O suspeito de 18 anos foi autuado em flagrante por furto qualificado mediante arrombamento, uma vez que um dos crimes foi cometido no dia anterior. Na ação foram apreendidos diversos objetivos para praticar os furtos e recuperada parte dos produtos subtraídos.

Em trabalho rotineiro, a Delegacia de Matupá recebeu denúncia de uma movimentação suspeita em um barracão situado nas proximidades de um hotel na cidade.

Com base nas informações a equipe foi até o local, e de longe avistou três homens, sendo um deles abordado logo que saiu do imóvel. Na ocasião ele informou que não morava no endereço, e em determinando momento conseguiu correr em disparada.

Em seguida foi feita a abordagem dos outros dois suspeitos. Um deles também escapou do cerco policial. Já o terceiro acabou contido, passando a agir com agressividade, alteração, ameaçando e desferindo palavras de baixo calão contra o investigador.

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No interior do imóvel foram localizados diversos equipamentos utilizados para arrombamento, como pé de cabra, ponteira, além de ferramentas ainda com etiquetas combatíveis com os produtos furtados de uma loja no dia anterior.

Diante do flagrante, o jovem foi encaminhado para esclarecimentos. Na delegacia o conduzido contou que mora em Sinop e estava na cidade havia poucos dias. Depois de ser interrogado, o preso foi autuado e colocado à disposição da Justiça.

Outros dois envolvidos no furto também foram identificados pela Polícia Civil, bem como um deles de 27 anos foi preso recentemente no município de Peixoto de Azevedo, por cumprimento de mandado de prisão.

As diligências continuam para localizar o terceiro participante dos furtos.

Fonte: Governo MT – MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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