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Polícia Militar intensifica policiamento durante o 37º Festival de Inverno em Chapada dos Guimarães

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A Polícia Militar de Mato Grosso intensificará o policiamento preventivo e ostensivo durante a 37ª edição do Festival de Inverno em Chapada dos Guimarães, que começa nesta sexta-feira (19.07) e segue até 4 de agosto. As ações de policiamento visam garantir a segurança do público e do trânsito na rodovia estadual MT-251.

Estima-se receber durante todos os dias do festival um público de 300 mil pessoas. Haverá um efetivo de até 80 policiais militares nos dias de maior fluxo. O policiamento será coordenado pelo Primeiro Comando Regional da Polícia Militar, por meio da 1ª Cia Independente da PM, com a intensificação do efetivo de policiais militares e de viaturas presentes.

“O Festival de Inverno atrai um grande número de pessoas de diversos municípios do Estado. Consequentemente, aumentam as possibilidades de ocorrências que exigirão a intervenção dos órgãos de segurança pública. A Polícia Militar estará presente em todos os dias do evento para garantir a ordem pública”, afirma o comandante do 1º CR, coronel Wankley Corrêa Rodrigues.

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Também estarão presentes o reforço do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), Força Tática, Regimento de Policiamento Montado (Cavalaria), Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Raio) e um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), cedido pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).

“O principal objetivo é inibir e evitar a prática de quaisquer ações delituosas, identificar e efetuar a prisão de infratores da lei, realizar apreensão de armas, substâncias entorpecentes e veículos irregulares, bem como inibir o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, especialmente para direção de veículo automotor”, ressalta coronel Rodrigues.

O Batalhão da Polícia Militar de Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran) realizará o policiamento visando a segurança dos condutores que passarem pela rodovia MT-251, que liga Cuiabá à Chapada dos Guimarães, com a checagem de veículos e condutores, testes de etilômetros, comboios rodoviários e ponto de paradas ao longo da rodovia. Também será realizada, no mesmo período, a Operação Lei Seca, visando a segurança dos motoristas e passageiros que passarem pela rodovia.

“A Polícia Militar ainda cooperará com as demais autoridades policiais e judiciárias na prevenção e repressão aos delitos ocorridos no âmbito de suas competências”, afirma o comandante do BPMTran, tenente-coronel Adão César.

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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