MATO GROSSO
Polícia Militar prende 1.193 pessoas em flagrante em todo Estado durante Operação Tolerância Zero
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A operação contou com mais 1.330 militares, reforçando o policiamento nos 142 municípios do Estado.
A Polícia Militar prendeu 1.193 pessoas em flagrante em Mato Grosso por ocorrências diversas durante a deflagração da Operação Tolerância Zero, de 25 de novembro de 2024 ao dia 5 de janeiro de 2025. A operação contou com mais 1.330 militares de todos os 15 Comandos Regionais da PM, reforçando o policiamento nos 142 municípios do Estado.
Conforme a Superintendência de Planejamento Operacional e Estatística da Polícia Militar (SPOE), foram registrados 5.909 boletins de ocorrência. No período, foram identificadas 259 pessoas com mandado de prisão em aberto.
Os policiais militares apreenderam 126 armas de fogo de calibres diversos e outros 30 simulacros. Além disso, 113 veículos foram localizados/recuperados e mais de três mil quilos de entorpecentes foram retirados de circulação.
As equipes contabilizaram 260 ocorrências relacionadas ao tráfico e uso ilícito de drogas e 160 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO) envolvendo crimes de menor potencial ofensivo foram assinados.
O comandante-geral adjunto da Polícia Militar, coronel André Wiliam Dorileo, classificou o balanço das ações como bastante produtivo e destacou que o policiamento tático e ostensivo ocorre de forma contínua em todo o Estado, seguindo a uma determinação do Governo de Mato Grosso com a Operação Tolerância Zero no Combate às Facções Criminosas.
“A Polícia Militar e todas as unidades estão empenhadas no trabalho preventivo e ostensivo em Mato Grosso, seguindo a uma série de estratégias e planejamento no combate às facções criminosas no Estado. Esse saldo só é positivo em virtude dos importantes investimentos do Governo de Mato Grosso na Segurança Pública, com entrega de viaturas e novos armamentos aos policiais militares que dedicam suas vidas para garantir a segurança no Estado”, afirmou.
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.