MATO GROSSO
Prefeito cobra empreiteira por obras do novo prédio da prefeitura de Sorriso
MATO GROSSO
A construção do novo paço municipal pautou uma reunião hoje, entre o prefeito Ari Lafin, demais integrantes do Executivo, e representantes da empreiteira responsável pela obra. Segundo a prefeitura, depois de quase um ano da ordem de serviço para erguer o prédio, a obra só está com 10% de execução. De acordo com o diretor-presidente da construtora, Sálvio Pedro Machado, a dificuldade na aquisição das estruturas pré-moldadas ocasionou o atraso. “Já trocamos o fornecedor e agora a obra deve transcorrer com mais rapidez”, afirmou o empreiteiro.
“Não há interesse em rompermos o contrato, pois isso traz uma série de transtornos. No entanto, precisamos definir um novo prazo para a finalização desta obra e, principalmente, precisamos do comprometimento da empreiteira para cumprir este novo prazo”, destacou o prefeito Ari Lafin.
A prefeitura informou que, diante do atraso considerável, a obra deve ser entregue somente no último trimestre de 2024. O prazo inicial era de 20 meses, a partir de agosto de 2022, o que culminaria com a finalização da construção ainda no primeiro semestre do próximo ano.
O secretário da Cidade, Ednilson Oliveira lembrou que esta não foi a primeira reunião com a empreiteira para destacar a necessidade de “apertar o passo” e “acelerar a obra”, que está sendo erguida no Equipamento Urbano 2, na Avenida dos Poderes, no Parque dos Poderes, Zona Sul de Sorriso.
Ao todo, são 6.476,55 m² de área construída, divididos em três pavimentos. Além das áreas destinadas às estruturas administrativas, o novo Paço também vai dispor de 10 salas de reuniões e um auditório. O novo local para abrigar o Executivo Municipal foi licitado pelo valor global de R$ 19,7 milhões, no entanto, a empreiteira também solicitou um aditivo de valor de R$ 2 milhões, levando-se em consideração o aumento dos insumos do período da contratação até agora.
Segundo a prefeitura, a partir de agora, a empreiteira deve apresentar um novo cronograma a ser seguido, permitindo que a obra possa ser executada dentro do prazo acordado.
Redação Só Notícias (foto: assessoria)
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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