MATO GROSSO
Prefeito cobra empreiteira por obras do novo prédio da prefeitura de Sorriso
MATO GROSSO
A construção do novo paço municipal pautou uma reunião hoje, entre o prefeito Ari Lafin, demais integrantes do Executivo, e representantes da empreiteira responsável pela obra. Segundo a prefeitura, depois de quase um ano da ordem de serviço para erguer o prédio, a obra só está com 10% de execução. De acordo com o diretor-presidente da construtora, Sálvio Pedro Machado, a dificuldade na aquisição das estruturas pré-moldadas ocasionou o atraso. “Já trocamos o fornecedor e agora a obra deve transcorrer com mais rapidez”, afirmou o empreiteiro.
“Não há interesse em rompermos o contrato, pois isso traz uma série de transtornos. No entanto, precisamos definir um novo prazo para a finalização desta obra e, principalmente, precisamos do comprometimento da empreiteira para cumprir este novo prazo”, destacou o prefeito Ari Lafin.
A prefeitura informou que, diante do atraso considerável, a obra deve ser entregue somente no último trimestre de 2024. O prazo inicial era de 20 meses, a partir de agosto de 2022, o que culminaria com a finalização da construção ainda no primeiro semestre do próximo ano.
O secretário da Cidade, Ednilson Oliveira lembrou que esta não foi a primeira reunião com a empreiteira para destacar a necessidade de “apertar o passo” e “acelerar a obra”, que está sendo erguida no Equipamento Urbano 2, na Avenida dos Poderes, no Parque dos Poderes, Zona Sul de Sorriso.
Ao todo, são 6.476,55 m² de área construída, divididos em três pavimentos. Além das áreas destinadas às estruturas administrativas, o novo Paço também vai dispor de 10 salas de reuniões e um auditório. O novo local para abrigar o Executivo Municipal foi licitado pelo valor global de R$ 19,7 milhões, no entanto, a empreiteira também solicitou um aditivo de valor de R$ 2 milhões, levando-se em consideração o aumento dos insumos do período da contratação até agora.
Segundo a prefeitura, a partir de agora, a empreiteira deve apresentar um novo cronograma a ser seguido, permitindo que a obra possa ser executada dentro do prazo acordado.
Redação Só Notícias (foto: assessoria)
MATO GROSSO
Férias de julho elevam expectativa de faturamento para maioria dos bares e restaurantes
Mais da metade dos bares e restaurantes brasileiros espera aumentar o faturamento durante as férias escolares de julho. Segundo pesquisa da Abrasel, 54% dos empresários projetam crescimento nas vendas em relação a um mês comum, sem datas comemorativas ou grandes eventos. Desse total, 44% estimam alta de até 20%, enquanto 10% acreditam em expansão superior a esse percentual.
Na comparação com as férias de julho do ano passado, o cenário também é positivo. Para 58% dos entrevistados, o faturamento será maior neste ano. Outros 22% acreditam que o desempenho permanecerá estável, enquanto apenas 10% esperam retração.
O otimismo está relacionado ao impacto que o período costuma ter sobre o fluxo de consumidores. Para 49% dos empresários, as férias de julho são importantes ou muito importantes para o desempenho do negócio. Entre os principais motivos apontados estão o aumento da chegada de turistas e visitantes (49%) e as mudanças na rotina das famílias durante o recesso escolar (43%).
No entanto, o efeito das férias não é uniforme. Em cidades menos turísticas, parte dos bares e restaurantes tende a registrar redução no movimento, o que explica por que 28% dos empresários considera que o período tem pouca ou nenhuma importância para o faturamento.
Para Daniel Teixeira, presidente da Abrasel-MT, os dados mostram que o empresário mato-grossense está otimista para este mês de julho, ainda que nosso estado tenha mais gente saindo do que entrando neste período, o mês das férias escolares tende a ter um aumento no fluxo de consumidores, criando um cenário favorável para bares e restaurantes. “A expectativa é de um movimento mais intenso, especialmente para os estabelecimentos que investirem em experiências e atendimento de qualidade para atrair famílias e grupos de amigos”, destaca ele.
“Julho redistribui o consumo pelo país. Enquanto algumas cidades sentem a queda no movimento porque parte da população viaja, destinos turísticos vivem um dos períodos mais intensos do ano. Cidades associadas ao inverno, como Gramado, Campos do Jordão e Monte Verde, recebem mais visitantes e transformam essa sazonalidade em uma oportunidade para reforçar o caixa e compensar os meses de menor movimento”, afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.
Copa do Mundo e turismo reforçam cenário favorável
Além das férias escolares, o setor também tem sido beneficiado pela Copa do Mundo, que vem movimentando especialmente os bares nos dias de jogo. Os bons resultados da seleção brasileira aumentam a expectativa do público e devem ajudar a manter os estabelecimentos mais cheios em julho.
Outro fator positivo é o bom momento do turismo internacional. Entre janeiro e maio, os turistas estrangeiros gastaram R$ 25 bilhões no Brasil, valor recorde para o período e 11% superior ao registrado nos cinco primeiros meses de 2025, segundo dados do Ministério do Turismo.
“A Copa sempre muda o clima do país, e a expectativa é de que o Brasil faça uma grande campanha, chegue à final e conquiste o hexa para completar a festa. Somada às férias de julho e ao aumento do fluxo de turistas, a competição deve seguir enchendo as mesas, reunindo as torcidas e impulsionando o movimento nos negócios”, destaca Solmucci.
Maio registra desempenho positivo
A pesquisa da Abrasel mostrou ainda que os empresários encerraram maio com indicadores favoráveis. O mês terminou com 39% das empresas operando no lucro. Outras 41% registraram equilíbrio financeiro, enquanto 19% tiveram prejuízo. Na comparação com abril, quase metade dos estabelecimentos (47%) informou crescimento no faturamento. Para 27%, a receita permaneceu estável, enquanto 25% registraram queda. 1% das empresas não existiam em maio.
“Maio costuma ser um mês muito importante para bares e restaurantes porque conta com o Dia das Mães, uma das datas mais fortes do calendário do setor. O fato de quase metade das empresas ter conseguido ampliar o faturamento em relação a abril mostra resiliência e capacidade de adaptação em um ambiente ainda marcado por margens apertadas, custos elevados e forte pressão sobre o caixa”, afirma Solmucci.
Os dados do estudo mostram que apenas 8% dos empresários conseguiram reajustar os preços acima da inflação nos últimos 12 meses. Outros 57% reajustaram conforme ou abaixo da inflação, enquanto 35% não conseguiram fazer qualquer reajuste.
A pressão sobre o caixa também aparece na inadimplência. De acordo com o levantamento, 37% dos estabelecimentos possuem algum pagamento em atraso. Entre eles, os principais débitos são impostos federais, mencionados por 75% dos empresários, seguidos pelos tributos estaduais, citados por 44%.

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