MATO GROSSO
Prefeito rebate críticas e garante Réveillon seguro em Chapada
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O prefeito de Chapada dos Guimarães, Osmar Froner (MDB), rebateu as críticas pela decisão de realizar uma festa pública de Réveillon no dia 31 de dezembro.
Em entrevista exclusiva ao FOLHAMAXapós participar de uma solenidade no Palácio Paiaguás na quinta-feira (9), Froner alegou que o município vai realizar a festividade obedecendo a todas as regras sanitárias e lamentou que o pânico esteja sendo espalhado sem nenhuma comprovação. “Não posso fazer imaginações do que pode acontecer. Não posso, motivado pelo medo, fechar todo o comércio e proibir concentrações em pousadas, hotéis e restaurantes. Se assim fosse, iria agir apenas para manter aberta as farmácias, posto de combustível, hospital e alimentação”, disse.
O prefeito ainda ressaltou que graças ao esforço em conjunto da União, Estado e município, Chapada dos Guimarães avançou na vacinação e reduziu drasticamente o risco de contágio do coronavírus.
“Pelo menos 93% da população está vacinada com as duas doses. A vacinação dos jovens de 12 a 18 anos está seguindo o seu cronograma normal e a terceira dose já sendo aplicada na população acima de 60 anos. Ainda estamos sem registrar casos de Covid-19 há 60 dias. Tenho certeza que faremos um Réveillon seguro”, concluiu.
Dados científicos
O prefeito Osmar Froner também reforçou que não vai recuar da decisão de organizar o Réveillon em ambiente público, uma vez que, autoridades competentes para tratar da pandemia não esclareceram ainda quais os riscos de propagação da ômicron, nova variante da covid-19.
“Não há informações técnicas da Secretaria de Estado de Saúde e tampouco da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] sobre esse tema. A OMS [Organização Mundial de Saúde] já destacou que pessoas vacinadas com a segunda dose estão seguras com relação ao ômicron”.
Froner também diz não acreditar em uma aglomeração excessiva em Chapada dos Guimarães com populares vindo de outros municípios.
“Não acredito em aglomeração nisso. Até porque, o Réveillon em Chapada dos Guimarães é tradicional há 40 anos e jamais aconteceu uma superlotação. Até pelo aperto econômico muitas pessoas decidirão passar a virada em casa”.
Por último, o prefeito tranquilizou a população e diz que a festa do dia 31 obedecerá a diversas exigências técnicas.
“Vamos exigir passaporte da vacina e restringir pessoas nos locais. Vamos oferecer segurança sanitária. Não correremos riscos como foi na Feijoada de Inverno e nos jogos do Cuiabá contra o Palmeiras, por exemplo, que tinha mais de 20 mil pessoas na Arena Pantanal”.
FONTE/ REPOST: RAFAEL GOMES – FOLHA MAX
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.