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Prefeitura realiza entrega de Kits Escolares para unidades de CRAS e do Programa Siminina

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As unidades dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e do Programa Siminina estão sendo contempladas com novos kits escolares. Essa é mais uma iniciativa da Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, visando o fortalecimento da educação e o apoio às famílias em situação de vulnerabilidade social. Ao todo, serão 750 (setecentos e cinquenta) itens distribuídos.

A entrega dos kits é uma ação estratégica da gestão municipal, que busca aprimorar o desenvolvimento das atividades que visam o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, propiciando melhores condições de atendimento para as crianças e adolescentes assistidos pelos serviços.

Os materiais, mesas e cadeiras adequadas, irão servir no atendimento a serviços e programas ofertados nos CRAS, tais como Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos e atividades do Programa Siminina. A ação tem como objetivo assegurar melhores condições de convívio coletivo, comunitário e social para crianças e adolescentes que frequentam os serviços oferecidos pelos CRAS.

“Isso contribui para a promoção da inclusão social e a garantia dos direitos aos usuários. Eles acessam os serviços diariamente, em contraturno escolar, nas unidades referenciadas, ou seja, no período em que não estão nas escolas”, disse a secretária adjunta de Assistência Social, Clausi Barbosa.

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Dentre as unidades beneficiadas estão os CRAS dos bairros Jardim União, Osmar Cabral, Novo Colorado, Pedregal, Nova Esperança, Doutor Fábio, Pedra 90, Jardim Araçá, Planalto, Getúlio Vargas, Dom Aquino, Tijucal, Praeiro e CPA.

E do programa Siminina, são as unidades instaladas nos bairros Chácara dos Pinheiros, 1º de Março, Jardim Leblon, Capão do Gama, Pedra 90, Getúlio Vargas, Dr. Fábio, CPA e Jardim Fortaleza.

Essa iniciativa demonstra o comprometimento da gestão Emanuel Pinheiro em promover políticas públicas, visando a integração e a troca de experiências, valorizando o sentido da vida coletiva. Além disso, reforça a relevância dos CRAS como agentes transformadores da realidade, contribuindo para a construção de uma cidade mais solidária e inclusiva. “A Prefeitura reafirma seu compromisso em continuar investindo em políticas públicas que promovam a qualidade de vida e bem-estar da população vulnerável”, acrescentou Clausi.

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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