MATO GROSSO
Prêmio Jejé de Oyá homenageia protagonistas negros neste sábado (1º) em Cuiabá
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“Nosso agradecimento à Secel por mais uma vez dar condições para a realização do Prêmio Jejé de Oyá. Mais que uma premiação, é um tributo aos personagens negros que, com sua luta, resistência e criatividade, contribuem para o desenvolvimento do Estado em diversos setores”, destaca o idealizador e coordenador da premiação, Jeferson Bertoloti.
Serão premiadas personalidades negras que se destacam nas áreas de alimentação e gastronomia, artes visuais, comunicação e jornalismo, afrocientífico, escrita artística, estética da identidade negra, impacto social, mídias sociais, performances artística e física. Para cada área de atuação há três indicados, que são escolhidos por júri técnico composto por especialistas em questões étnicos-raciais.
Além do júri técnico, nesta edição a premiação conta ainda com voto popular, em que o público aponta o seu favorito por área de atuação em enquete realizada no instagram @bemtiviacademiadearte. Após três dias de votação na semana anterior, a enquete volta a ser aberta durante a sexta-feira (31.05).
Outra novidade da agenda deste ano foi a realização de exposição de artes visuais e encontros com artistas, como o grafiteiro, Babu 78, a dançarina Izzy Lima, a cineasta Juliana Segóvia, dentre outros. A programação ainda incluiu o Pocket Show ‘Exaltando Nossas Cores’, em que a poetisa e presidente da Academia Mato-grossense de Letras, Luciene Carvalho, conduziu entrevistas com os seis protagonistas homenageados da edição.
O Prêmio Jejé de Oyá 2024 também homenageia seis protagonistas negros que são destaques nas suas áreas de atuação. As homenagens deste ano serão feitas à presidente do Tribunal Regional do Trabalho, Adenir Carruesco, ao gestor cultural Jan Moura, ao servidor público João Bosco Cajueiro, à produtora cultural Lindisey de Sá, ao delegado Nilson Farias de Oliveira e à presidente do grupo folclórico Flor do Campo, dona Matilde da Silva.
Após a cerimônia de entrega das premiações e homenagens, a festa de encerramento acontece no pátio do Teatro Zulmira Canavarros e terá diversas atrações musicais. Com entrada gratuita, os ingressos para a premiação e festa já estão esgotados.![]()
Toda a programação é realizada pela Bemtivi Academia de Arte, que conta com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, via emenda parlamentar; Assembleia Legislativa de Mato Grosso; e outros parceiros.
Confira a lista dos indicados por cada categoria em 2024:
Alimentação e Gastronomia: Sol do Quintal do Boa, Dona Irene (doces) e Dona Jura Gregório
Artes Visuais: Tchello Santos, Carlos Pina e Edson Ferreira
Comunicação e Jornalismo: Dríade Aguiar, Aldair Santos e Adão Oliveira
Destaque Afrocientífico: Gonçalina Eva Almeida de Santana, Mory Marcia Oliveira e Ton dos Santos
Escrita Artística: Paty Wolf, Silviane Ramos e Neurozito Barbosa
Estética da Identidade Negra: Mizizi Espaço Afro, Diela Tranças e Pamela Natural
Impacto Social: Coletivo Mulheres Essência, Hip Hop Combate as Drogas e Escola de Futebol Boa Esperança
Mídias Sociais: Lista Negra, André d’Lucca e Jhonny Everson
Performance Artística: Jefferson Neves, Ronaldo José e Alice Oliveira
Performance Física: Nadir Sabino, Melissa Arruda e Pedro Pio
Quem foi Jejé de Oyá
A figura emblemática de Jejé de Oyá, que inspira o prêmio, tem como nome de batismo José Jacintho Siqueira de Arruda. Colunista social, alfaiate e carnavalesco, foi um ícone em Cuiabá entre as décadas de 50 e 80, conhecido por sua irreverência e estilo inconfundível.
Jejé deixou sua marca desafiando estigmas e confrontando a elite local, enquanto ganhava corações com sua presença marcante. Seu legado inspira e motiva até hoje e, em 2017, foi reconhecido pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso como patrono do colunismo social do Estado.
Fonte: Governo MT – MT
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Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação
Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.
Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.
Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.
À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.
O ponto de inflexão ocorre em 2025.
O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.
A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.
Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.
Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.
Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.
A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.
Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.
Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.
O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.
Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.
Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.
Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.
Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.