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Presidente do TCE-MT reforça compromisso com idosos em visita ao Abrigo Bom Jesus

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, reafirmou seu compromisso com os idosos do estado e cobrou mais participação dos agentes públicos nas causas voltadas a esta população, durante almoço para comemoração dos aniversariantes do mês na Fundação Abrigo Bom Jesus (FABJ), nesta quinta-feira (31).

Na ocasião, juntamente com representantes do Poder Legislativo e Judiciário, o conselheiro-presidente também falou sobre o andamento dos trabalhos para construção da primeira Instituição Pública de Longa Permanência para Idosos da Capital e destacou avanços obtidos por meio da parceria entre Poderes e instituições, como a implantação da Rede Nacional de Proteção e Defesa da Pessoa Idosa do estado (Renadi-MT).

“Em Cuiabá, existem muitos idosos que estão internados em unidades hospitalares, porque a família deixou e não voltou para buscar. Existem 54 pessoas idosas aguardando uma vaga em abrigo permanente, o que torna o cenário alarmante e com necessidade de medidas urgentes. Por isso, recentemente o Tribunal de Contas oficializou a doação de um terreno para atender esse grande projeto capitaneado pelo desembargador Orlando Perri, que é a construção da unidade de longa permanência. A obra será lançada daqui 20 dias e nós vamos abrigar por longo período os nossos idosos que precisam”, salientou.

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A presidente da Fundação, Márcia Ferreira, agradeceu o empenho do presidente do TCE na causa e fez questão de frisar que Sérgio Ricardo sempre se fez presente no abrigo, seja como agente público ou pessoa física. “A gente está recebendo aqui o presidente do Tribunal de Contas, mas o Sérgio é um amigo particular, que sempre lutou pelas causas da pessoa idosa e agora ele reforça essa vocação, doando um terreno para a construção da primeira instituição de longa permanência pública de Cuiabá.”

Reconhecendo a alta demanda por abrigo e cuidado quando se trata da pessoa idosa, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Eduardo Botelho, também parabenizou o TCE-MT pela iniciativa e destacou que a construção do centro em Cuiabá será o pontapé para a implantação destas unidades também no interior do estado.

“Nós queremos construir uma casa de idosos em cada região do estado. Esse projeto já está em andamento graças à parceria do Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas e Assembleia Legislativa e está aberto a todos aqueles que desejarem ajudar, que se sensibilizam com os idosos. Queremos o quanto antes levar essas casas para o interior, pelo menos para os grandes centros como Rondonópolis, Sinop, Cáceres e Tangará da Serra”, destacou Botelho.

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Também estiveram presentes no almoço realizado no Abrigo, o desembargador Orlando Perri, que é presidente da Comissão de Amparo à Pessoa Idosa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e coordenador da Renadi-MT, e os deputados estaduais Carlos Avallone e Dr. João.

 

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Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa 

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O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.

Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.

“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.

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O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.

“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.

Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.

Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.

“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.

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Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.

“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.

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