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Presos de alta periculosidade ficarão isolados até em banho de sol na PCE, afirma governador

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Os presos da nova ala da Penitenciária Central de Mato Grosso (PCE), antigo presídio do Pascoal Ramos, não terão interação entre eles nem mesmo no banho de sol. É o que definiu o governador Mauro Mendes (DEM) ao visitar a construção das obras do raio de segurança máxima do espaço penitenciário. Para o chefe do Executivo, para o crime organizado a tolerância é zero.

“Vistoriei hoje as obras do raio de segurança máxima que estamos construindo na PCE. Serão 54 celas individuais e com banho de sol individual também, sem interação com outros presos. Nenhum estado do país tem essa estrutura. A previsão é que possamos entregar essa obra no final de fevereiro”, disse o governador.

O método usado de dividir presos em espaços únicos antigamente eram chamados de solitárias e eram usados apenas para correção de algum ato infracional dentro da unidade. A partir de agora os detentos com alto grau de periculosidade e considerados líderes de facções terão que ficar nessa condição de isolamento para evitar que eles planejem crimes contra a sociedade. 


Além da ala de segurança máxima, Mauro também vistoriou a reforma dos raios 3 e 4 que vão operar com tecnologia de ponta. “As portas das celas são automatizadas, dando mais segurança aos policiais penais. Além disso, toda mão de obra da construção é feita pelos reeducandos. São 500 homens no serviço. É punição com ressocialização”, disse o governador pelas redes sociais.

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No estado, segundo a Secretaria de Segurança Pública, o déficit de vagas que era de 6.500 foi reduzido para 2.400. A meta é zerar até o final de 2022, pois na PCE estão sendo ampliadas para mais 1.300 vagas.  

FONTE/ REPOST: MAX AGUIAR – OLHAR DIRETO

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Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa 

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O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.

Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.

“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.

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O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.

“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.

Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.

Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.

“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.

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Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.

“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.

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