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Primeira-dama de MT prestigia o 3º Simpósio Nacional de Patrulhamento Tático e destaca ação decisiva contra facções criminosas em MT

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Nesta sexta-feira (21.06), a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, e o governador Mauro Mendes participaram do 3º Simpósio Nacional de Patrulhamento Tático, promovido pelo Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) da Polícia Militar, com a finalidade de discutir e planejar estratégias eficazes no combate às facções criminosas que afetam Mato Grosso.

Idealizadora do SER Família Mulher, a primeira-dama Virginia Mendes acompanha as ações ostensivas da Segurança Pública no combate às organizações criminosas e tem total apoio das forças de segurança no projeto com o combate aos crimes de feminicídio, violência doméstica e vulneráveis. “As discussões são extremamente importantes. O Governo do Estado tem feito investimentos em tecnologia e estrutura na segurança, mas também precisamos que o Congresso Nacional e o Conselho Nacional de Justiça assumam a missão nesta luta com leis mais duras”, ressaltou Virginia Mendes.
Foto: Jana Pessôa/Unaf
O simpósio reuniu mais de 500 participantes, incluindo palestrantes de destaque como o comandante da Rota de São Paulo, Cel. Takahashi, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, o secretário de Segurança Pública de Minas Gerais, Rogério Greco, e o Cel. PM Paulo Fernando Moura Queiroz (Maranhão). As apresentações e debates focaram na necessidade de aprimorar as táticas policiais e legislativas para enfrentar o crescente desafio das facções criminosas em todo o país.

Mauro Mendes levantou uma reflexão contundente sobre os desafios enfrentados pela segurança pública no Brasil, criticando a falta de prioridade dada ao tema e reafirmando o compromisso de MT em liderar iniciativas que promovam um ambiente seguro para todos os cidadãos. “A grande mensagem que vem de Brasília é colocar farda com câmera, isso é um completo absurdo, mais uma hipocrisia e uma inversão completa de valores. Não queremos vigiar os nossos policiais como se eles fossem os grandes criminosos deste país. Se vamos colocar câmera em nossos policiais, então vamos colocar câmeras nos políticos, governadores, membros do Supremo Tribunal Federal e nos parlamentares”.
Foto: Jana Pessôa/Unaf

Durante o evento, o comandante da Rota de São Paulo, Cel. Takahashi, comentou sobre o encontro da primeira-dama Virginia Mendes com os policiais militares da Rota em SP para uma foto, e falou da união dos governos paulista e mato-grossense. “Dias atrás alguns oficiais da minha equipe se encontraram com a primeira-dama Virginia Mendes, e na minha vinda aqui fiquei lisonjeado por conhecê-la. Quero ainda lembrar que a Polícia Militar de MT e SP estão integradas no combate ao crime organizado para termos uma sociedade um pouco mais tranquila e com a sensação de segurança”.
Foto: Jana Pessôa/Unaf

O secretário de Estado de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, parabenizou a atuação do Governo do Estado, e na sua palestra, além do tema em discussão, falou sobre as medidas tomadas em São Paulo no combate aos crimes de violência doméstica e feminicídio.

“Quero parabenizar o governador Mauro Mendes pelos esforços e investimentos na Segurança Pública. Em São Paulo, a mulher sob medida protetiva tem o endereço dela em nosso mapa linkado com a tornozeleira do agressor, hoje são 217 tornozelados, essa ação teve início no ano passado, e, desse total 23 foram presos porque descumpriram a medida protetiva. Lá usamos o georreferenciamento e a inteligência social”, pontuou.

Para o comandante da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel PM Alexandre Mendes é preciso debater os avanços das facções em nível nacional. “Infelizmente, muitas vezes nos desencorajamos a enfrentar esses avanços. Estamos sendo desencorajados por pessoas que não deveriam estar no Congresso Nacional, que, infelizmente, impedem avanços e proposições. Não podemos deixar que criminosos ditem as regras”, ressaltou.

O secretário de Estado de Segurança Pública, Cel. Roveri, enfatizou a importância da tecnologia e do investimento contínuo do Governo do Estado. “Todos os esforços e investimentos irão garantir resultados efetivos contra o crime organizado e facções, porque temos um Governo que atua fortemente”, falou.
Participaram do evento os deputados estaduais Elizeu Nascimento e Gilberto Cattani; o comandante do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel, Tiago Costa Gomes; Cel. PM Paulo Fernando Moura Queiroz; o Comandante Geral do CCBM MT, Gledson Vieira Bezerra; o subchefe do Estado Maior Geral da PMMT, Cel. José Nildo Silva de Oliveira; o coordenador Militar do Gaeco, Cel. PM André Willian Dorileo; o Comandante do 2º Comando Regional de Várzea Grande, Cel. PM Januário Antônio E. Batista; o diretor da Agência Central de Inteligência – Daci; Cel. Ronaldo Roque da Silva; o Comandante do Comando de Policiamento Especializado, Cel. PM André Avelino; o Comandante do 1º Comando Regional, Cel. PM Wankley Correa Rodrigues; o corregedor-geral da PM MT, Cel. PM Fernando Augustinho Oliveira Galindo; o desembargador Gilberto Giraldeli; o comandante do 6º Comando Regional Cáceres, Cel. PM Óttoni Cezar Castro Soares; o comandante do 12º Comando Regional de Pontes e Lacerda, Cel. PM Marco Antônio Guimarães; o comandante do 3º Comando Regional de Sinop, Wesney de Castro Sodré; o comandante da CESP, Cel. PM André Freitas A. Figueiredo Neto; a secretária da Setasc, Cel. PM Grasi Bugalho; o comandante do 4º Comando Regional de Rondonópolis, Benedito Sérgio S. P. Ferreira; e o chefe do GSI do Ministério Público, Cel. PM Paulo Cesar da Silva.

Fonte: Governo MT – MT

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Remédio sem hormônio para a menopausa abre alternativa para quem ficou anos sem tratamento

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“A onda de calor não é um desconforto qualquer. É a mulher acordando encharcada de suor no meio da noite, é o rosto pegando fogo numa reunião cheia de gente. E eu tenho paciente convivendo com isso há anos, sem ter para onde correr”, diz a ginecologista Dra. Fabiana Bersch. Para parte dessas mulheres, a ciência trouxe uma saída. A Anvisa aprovou nesta segunda-feira, 22 de junho, o fezolinetanto, primeiro medicamento sem hormônio autorizado no Brasil para tratar as ondas de calor e o suor noturno de intensidade moderada a intensa associados à menopausa.

Os calores e suores noturnos são o sintoma mais conhecido do climatério e atingem até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. Não são raros nem passageiros: duram, em média, sete anos, e em alguns casos chegam a dez. Mesmo assim, boa parte das pacientes nunca recebeu um tratamento à altura.

O novo remédio será vendido pela Astellas Farma com o nome Veoza, em comprimido de uso diário. A aprovação se baseou em estudos clínicos que reuniram mais de 3 mil mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Diferente da reposição hormonal, o fezolinetanto age direto no cérebro. Na menopausa, a queda do estrogênio faz uma substância chamada neurocinina B agir de forma exagerada no hipotálamo, a região que controla a temperatura do corpo. É esse descontrole que dispara os calorões. O medicamento bloqueia essa substância e acalma o termostato interno.

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Para a Dra. Fabiana, quem mais ganha com a novidade são as mulheres que até agora não tinham uma alternativa segura. Ela cita dois grupos. “O primeiro são as mulheres que tiveram câncer de mama. Muitas não podem usar hormônio de jeito nenhum, e conviviam com os calores sem nenhuma alternativa aprovada. Para elas, isso muda o jogo”, afirma.

O segundo grupo é menos comentado, mas igualmente grande.“São as mulheres que perderam a janela de oportunidade da reposição. Quando a terapia hormonal não começa nos primeiros anos da menopausa, iniciar muito depois pode trazer mais risco do que benefício. Essas pacientes ficavam órfãs de tratamento. Agora elas têm uma saída”, explica.

A médica comemora o avanço, mas faz questão de colocar a novidade no lugar certo. O fezolinetanto trata o calor e o suor. Ele não age sobre os outros efeitos da queda do estrogênio. “Preciso ser honesta com as minhas pacientes. O remédio cuida das ondas de calor e do suor noturno, e faz isso bem. Mas ele não trata a perda de massa óssea, a secura vaginal, o sono, o humor nem a saúde do coração. A menopausa é muito maior do que um sintoma só”, diz.

É aí que entra o trabalho que ela defende, de olhar para a mulher por inteiro e não só para a queixa do momento. “O remédio é uma ferramenta nova e importante, não um atalho. A mulher continua precisando de uma avaliação completa, porque tratar um sintoma isolado não é a mesma coisa que cuidar da mulher inteira”, reforça.

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A ginecologista também pede cautela com a expectativa. O medicamento que ainda não chegou às farmácias, exige acompanhamento, incluindo exames para monitorar o fígado. “Já vejo gente animada querendo o remédio. Ele ainda não está disponível e não é para sair tomando por conta própria. A indicação precisa ser individual, com avaliação e acompanhamento”, orienta.

Quando não tratados, os calores e suores noturnos vão muito além do incômodo. Tiram o sono, afetam a memória, o humor e a produtividade. Cuidar bem dessa fase, lembra a médica, é cuidar do futuro da mulher. “A menopausa é o fim da vida reprodutiva, não da vida produtiva. Quanto mais opção de tratamento a mulher tiver, e quanto melhor o acompanhamento, melhor ela vive os anos que vêm pela frente”, conclui.

Sobre a Dra. Fabiana Bersch

Dra. Fabiana Bersch é ginecologista com mais de 25 anos de experiência, com foco em saúde integrativa da mulher. Tem pós-graduação em Medicina Integrativa e concluiu, em 2026, o programa de atualização em saúde da mulher e menopausa (WHAM) da Harvard Medical School. Atende presencialmente em Primavera do Leste (MT) e on-line para todo o Brasil.

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