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Primeiro lugar em medicina na UFMT, estudante de 18 anos se preparou sozinho para o Enem

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Primeiro lugar em medicina da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) pelo sistema de cotas, o estudante de 18 anos, Dhiogo Ramos da Silva, contou em entrevista ao Olhar Direto que passou nove meses estudando sozinho em casa, com seus próprios materiais e conteúdos até ser aprovado e chamado pelo Sistema de Seleção Unificada, o SiSU, com 749,7 na média geral do Exame Nacional de Ensino Médio, o Enem.

Várzea-grandense, Dhiogo estudou no Ensino Fundamental na Escola Estadual Profª Maria Leite Marcoski e no Ensino Médio foi para o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso –IFMT. Tudo indicaria para o jovem estudante uma carreira na área de eletroeletrônica, porém, a pandemia, as práticas apenas no primeiro ano e as aulas em EAD defasaram o aprendizado técnico e Dhiogo preferiu seguir outro rumo.

“Então, apesar de ter o diploma de técnico minha formação foi um pouco deficiente, e eu sabia disso, por isso decidi não tentar procurar emprego na área”, contou.

Foi aí que, buscando uma boa estabilidade financeira e entendendo a ajuda que a área pode proporcionar à sua família e às outras pessoas, Dhiogo cogitou medicina, mesmo que a escolha não fosse um sonho de infância. “Pelas portas que (a medicina) poderia abrir para mim e, assim, mudar um pouco minha realidade e da minha família”.

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Sem condições de arcar com cursinho, Dhiogo se organizou e começou a estudar sozinho. Entre PDFs, vídeos no Youtube e demais materiais, ele fez a divisão da quantidade de conteúdo pela quantidade de semanas ate o Enem. Em nove meses, ele estudou pelo menos 6h e, aos finais de semana, ele praticava redação e fazia simulados em casa até o dia da prova.

O resultado de sua organização veio com a média geral no Enem de 747,9, garantindo o primeiro lugar para medicina na UFMT na lista de cota que se inscreveu. Na redação, marcou 840 pontos. Em linguagens, 703,7. Matemática 817 pontos. Natureza 648 e Humanas 730,9 pontos.

“Eu fiquei sem reação. Estava na casa de uma tia e abri só por curiosidade, porque a nota era pra sair à noite. Quando vi já estava na chamada regular e não acreditei. Recarreguei as páginas algumas vezes para ter certeza que não era erro. Fiquei ainda mais surpreso por estar em primeiro lugar. Porque durante as parciais eu estava em terceiro”, finalizou o estudante.

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Enquanto aguarda o início das aulas, agendado para 29 de agosto, Dhiogo está fazendo alguns bicos para tentar tirar a CNH e pretende se formar em medicina pela UFMT.

O SiSU

O resultado do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para o primeiro semestre de 2022 foi divulgado nesta terça-feira (22). A lista de aprovados foi disponibilizada na página do programa.

O Sisu é o meio pelo qual o Ministério da Educação (MEC) seleciona estudantes para vagas em cursos de ensino superior de instituições públicas.

A matrícula para os estudantes que passaram no primeiro semestre começou nesta quarta-feira (23) e deve ir até 8 de março.

Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é realizado anualmente. Em 2021, a prova foi aplicada nos dias 21 e 28 de novembro.O resultado do exame foi disponibilizado no dia 9 deste mês.

FONTE/ REPOST: PEDRO COUTINHO BERTOLINI – OLHAR DIRETO 

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Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação

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Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.

Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.

Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.

À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.

O ponto de inflexão ocorre em 2025.

O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.

A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.

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Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.

Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.

Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.

A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.

Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.

Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.

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O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.

Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.

Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.

Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.

Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.

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