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Projetos do Corpo de Bombeiros beneficia 140 crianças e adolescentes com atividades educativas e musicais

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, nesta quarta-feira (27.04), aula inaugural que marca o início das atividades de ensino dos projetos Musicalizar e Bombeiros do Futuro 2022. Para essa ação, que conta com o apoio da primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, foram destinados R$ 200 mil para a compra de 131 instrumentos musicais.

A solenidade foi realizada no auditório do Tribunal de Contas (TCE) e contou com a presença de militares, das 140 crianças e adolescentes inscritos no projeto, além de pais.

“Fico muito feliz em fazer parte desses lindos projetos: Musicalizar e Bombeiros do Futuro 2022, em que fortalecemos, através do Governo de Mato Grosso, com recurso no valor de R$ 200 mil entregue no ano passado. É lindo ver o poder que a música tem de transformar a vida das nossas crianças. Apoiei e apoio com muito carinho esses projetos sociais, pois sei e acredito na diferença que essas ações fazem para as crianças. Quero agradecer e parabenizar o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Alessandro Borges, e o coordenador dos projetos, o tenente Vieira, vocês são anjos na vida dessas crianças. Parabéns ao Corpo de Bombeiros pelas lindas ações e que Deus abençoe”, disse a primeira-dama Virginia Mendes. 

O projeto Bombeiros do Futuro foi criado em 2006 com a missão de oferecer atividades educativas, com ensinamento focado na base da organização militar: hierarquia e a disciplina, patriotismo e civismo, bem como sua prática no cotidiano das atividades. Na edição 2022, estão inscritas crianças e adolescentes das cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Poconé e Santo Antônio do Leverger. As aulas serão realizadas uma vez por semana, na unidade militar dos respectivos locais onde estão matriculados. 

Representando a primeira-dama, Julieta Domingues, entregou ao comandante-geral do CBMMT os instrumentos comprados com os recursos destinados aos programas.  O musicalizar foi fortalecido com 39 instrumentos de sopro, 37 flautas doce, 10 violões, 7 percussões, além de 38 estantes de partituras.

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O comandante-geral, coronel Alessandro Borges, explicou que a primeira-dama do Estado esteve presente na corporação para conhecer os projetos sociais e que o desejo foi contribuir para o fortalecimento das ações. 

“Antes do início da pandemia de Covid-19, a primeira-dama esteve no batalhão militar para conhecer os nossos projetos sociais. Ela ficou encantada com o projeto Musicalizar e se comprometeu em ajudar e viabilizou o recurso financeiro, por meio da Secretaria de Assistência Social e Cidadania, para comprar os instrumentos. Com isso, vamos poder realizar o trabalho completo, dando oportunidade e visão de futuro para todas essas crianças, repassando os valores educacionais, transformando esses jovens, além de despertar o desejo da profissão de bombeiros”, declarou o comandante-geral.

A prefeita do município de Santo Antônio de Leverger (a 35 km de Cuiabá), Francieli Magalhães de Arruda, agradeceu pela realização dos projetos que vão oferecer conhecimento para as crianças.

“Este lindo projeto, realizado por essa força do Corpo de Bombeiros, amada pela sociedade, chega em boa hora, pois vai retirar e evitar que nossas crianças fiquem nas ruas. Essa importante causa ganha ainda mais força através das ações da nossa primeira-dama Virginia Mendes que acredita e investe nesses jovens que serão o futuro no nosso país, estamos felizes por tudo isso”, declarou a prefeita.

Apresentação musical

Durante a solenidade, dois alunos do projeto musicalizar, realizaram apresentação instrumental da música Aleluia. Além disso, Ana Luiza Cavalcante, 11 anos, que participa do projeto há dois anos, encantou a todos os presentes na plateia, com o clássico Mozart Vs Beethoven, tocado no teclado. Bastante satisfeita, ela disse que o seu desejo é “continuar na carreira da música, quero ser uma artista famosa, eu adoro este projeto que oferece todos os ensinamentos da música”.

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Orgulhosa da apresentação, a mãe da menina, senhora Michele de Souza Cavalcante Vieira, disse que o projeto também despertou o desejo pela profissão de bombeira. “Ela tem esse gosto musical na veia, está amando essa oportunidade, também quer ser militar, é perfil dela, gosta de desafios. A gente torce por essa concretização do sonho, incentivo ela ao estudo para ser realidade”.

Além disso, a mãe da aluna também reconhece que o projeto apresenta bons resultados na vida do jovem que preenche o tempo da filha com ações significativas de aprendizado, evitando que a menina permaneça longos períodos no mundo virtual. 

“Com este projeto ela não fica muito tempo no celular, porque vai para a escola, chega e vai ensaiar para poder entregar resultado, até porque isso é cobrado pelos monitores. Eu só tenho que agradecer ao Corpo de Bombeiros por este lindo projeto que está fazendo muita diferença na vida de todos”, afirmou a senhora Michele. 

Os participantes serão instruídos com um base curricular que totalizam carga horária de 132 horas aulas, divididos em 14 disciplinas: História do bombeiro, Noções de salvamento terrestre e altura, salvamento aquático, primeiros socorros, prevenção e combate a incêndios, educação ambiental, Educação e saúde física, hinos e canções, ética, cidadania e boas maneiras, moral e civismo, Ordem unida, Prevenção e combate ao uso de drogas, Postos e graduações e outros.

Fonte: GOV MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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