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Radialistas xingam vereadora de “vagabunda” e áudios viralizam no WhatsApp

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Dois radialistas, Ediney Gomes e Ernane de Souza, gravaram áudios xingando a vereadora Michelle Carrasco (UNIÃO), que “viralizaram” no WhatsApp. Os áudios foram feitos em setembro, mas vieram à tona no último domingo (13). A vereadora afirmou que tem sofrido perseguição política e que só fazem isso com ela por ser mulher.

Segundo o site Diamantino News, que trouxe o caso à tona, no áudio de Ediney, ele afirmou: “Pra você meu p* nem levanta. Vou falar bem assim para você, eu sou evangélico… sou macho, sou homem, não tenho que provar nada para ninguém”. Já Ernane xingou a vereadora de “vagabunda”: “Arrumei o apoio do Marcones, o Marcones apoiou ela em peso. Já até bloqueei ela. Fui até a casa dela e ela nem saiu para fora”.
 
A vereadora deu entrevista ao site local, e afirmou que tudo começou porque Ediney estava fazendo denúncias infundadas, dizendo que vereadores estavam “roubando o erário público”. “Eles falam grandes inverdades. Esse vídeo começou porque eu fui cobrar que o Ediney colocou que vereadores estariam roubando o erário público. Quando eu perguntei, indaguei se ele seria homem de falar quem seria o vereador, ele me respondeu daquela forma”, disse.
 
Michelle ainda afirmou que a rádio onde Ediney e Ernane trabalhavam não tinha nenhuma ligação com o fato, pois os áudios foram gravados no WhatsApp, e não no programa. “Tem a ver com a postura que eles vem desempenhando comigo enquanto mulher. Toda vez que eu cobro algo que é para o povo vem a perseguição e algo que afronte minha honra, me afronte como se eu estivesse usando algo do município. Eles vem fazendo isso já há um tempo”, lamentou.
 

A Diamantino News tentou contato com Ediney, que preferiu não se manifestar. Ele gravou um vídeo, depois, afirmando que não tinha mais vínculo com a rádio. Já Ernane falou que o áudio havia sido gravado há muito tempo, e que tinha sido “no calor do momento”.

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Ouça os áudios:
 

FONTE/ REPOST: ISABELA MERCURI – OLHAR DIRETO
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Prorrogação de incentivo fiscal garante alívio ao setor suinícola de Mato Grosso

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O Governo de Mato Grosso prorrogou até 31 de dezembro de 2026 o crédito presumido do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) concedido por meio do Programa de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso (Proder) para atividades da suinocultura. O benefício, que mantém o percentual de 75% de incentivo nas operações interestaduais com suínos vivos, terminaria no dia 31 de abril, mas foi estendido até 31 de dezembro de 2026, garantindo fôlego ao setor produtivo em um momento de desafios econômicos.

A medida atende a uma demanda apresentada pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), com apoio institucional do Fórum Agro, Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Sindicato das Indústrias Frigoríficas do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo) e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

De acordo com a Resolução nº 269/2026 do Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat), publicada após a 33ª Reunião Extraordinária do colegiado, realizada no mês de março, fica autorizada a manutenção da fruição cumulativa de benefícios fiscais nas operações interestaduais de suínos destinados ao abate, engorda, reprodução, cria e recria.

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Na prática, o incentivo mantém reduzida a carga tributária nas saídas interestaduais de suínos vivos, assegurando maior competitividade aos produtores mato-grossenses no mercado nacional. O mecanismo combina crédito outorgado e redução de base de cálculo do ICMS, conforme previsto em convênios do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e regulamentações estaduais.

A prorrogação ocorre em um contexto de pressão sobre os custos de produção e margens do setor, especialmente diante de oscilações de mercado e aumento de custos operacionais. Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a manutenção do incentivo fiscal contribui para preservar a atividade, estimular investimentos e garantir previsibilidade aos produtores.

“Esse incentivo é fundamental não só para o desenvolvimento da suinocultura de Mato Grosso como a manutenção de produtores na atividade, visto que o primeiro trimestre foi de desvalorização do preço pago ao produtor. Para se ter uma ideia, iniciamos o ano com R$ 8,00 pago ao produtor por cada quilo do animal vivo, e agora no início de abril esse valor está em R$ 6,20, uma queda de 22% aproximadamente”, pondera Frederico.

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Com a decisão, o setor suinícola ganha mais tempo para enfrentar o atual cenário econômico, enquanto entidades representativas seguem dialogando com o poder público em busca de medidas estruturais que contribuam para a sustentabilidade da produção em Mato Grosso.

O Proder é um dos principais instrumentos de incentivo ao desenvolvimento rural no estado, permitindo a concessão de benefícios fiscais a segmentos estratégicos da agropecuária, com foco na agregação de valor, geração de emprego e fortalecimento da competitividade.

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