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Recuperação judicial e crédito rural estarão em pauta durante congresso que reúne especialistas em Cuiabá

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A ERS Advocacia, referência em recuperação judicial e reestruturação de empresas do agronegócio, marcará presença como patrocinadora master do VIII Congresso de Reestruturação e Recuperação Empresarial de Mato Grosso, que será realizado nos dias 18 e 19 de junho, em Cuiabá. O escritório também estará representado pelo advogado Euclides Ribeiro, especialista em recuperação judicial no agronegócio, que integra a programação oficial como palestrante.

Promovido pela Comissão Estadual de Falência e Recuperação de Empresa (CELFRE), da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), o congresso reunirá alguns dos principais nomes do Direito Empresarial, da magistratura e da academia para debater os desafios da insolvência empresarial, reestruturação financeira, crédito rural e os impactos das recentes transformações econômicas no ambiente de negócios.

Euclides Ribeiro participa no dia 19 de junho do Painel 6, que abordará o tema “Regime Cooperativas, Contratos e Reestruturação no Agronegócio – Legislação e Jurisprudência”. O debate reunirá especialistas reconhecidos nacionalmente para discutir questões jurídicas que impactam diretamente produtores rurais, cooperativas, instituições financeiras e empresas ligadas à cadeia produtiva do agro.

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O painel contará ainda com a participação dos juristas Cássio Cavalli, Priscila Camargo, Pedro Ivo Lins Moreira, magistrado do Tribunal de Justiça do Paraná, e Marcelo Sacramone, um dos principais estudiosos da recuperação judicial no país. A mesa será presidida por João Donato e terá moderação de Rodrigo Gomes Bressane.

Segundo Euclides Ribeiro, o momento exige uma análise aprofundada das ferramentas jurídicas disponíveis para garantir a sustentabilidade das atividades econômicas ligadas ao agronegócio.

“O agronegócio brasileiro vive uma fase de grandes transformações. O aumento dos custos de produção, as oscilações de mercado e as dificuldades de acesso ao crédito exigem soluções jurídicas cada vez mais especializadas. Discutir cooperativas, contratos e mecanismos de reestruturação é fundamental para fortalecer a segurança jurídica e garantir a continuidade das atividades produtivas”, destaca.

A participação da ERS Advocacia como patrocinadora master reforça o compromisso do escritório com o desenvolvimento de soluções jurídicas voltadas ao setor produtivo, especialmente em um cenário de crescimento dos pedidos de recuperação judicial no Brasil.

Dados da Serasa Experian apontam que 2025 registrou 977 pedidos de recuperação judicial, o maior volume desde 2016. O número representa um aumento de 5,5% em relação ao ano anterior. Já a quantidade de empresas envolvidas nesses processos chegou a 2.466 CNPJs, crescimento de 13% e recorde da série histórica.

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Para Ribeiro, a discussão qualificada sobre reestruturação empresarial torna-se cada vez mais relevante diante dos desafios econômicos enfrentados por empresas de diversos segmentos, especialmente no agronegócio, um dos principais motores da economia brasileira.

A programação do congresso contará com mais de 15 painéis e palestras, reunindo ministros, desembargadores, juízes, promotores de Justiça, administradores judiciais, advogados e professores especializados. Entre os destaques está a participação do ministro Mauro Campbell Marques, corregedor nacional de Justiça e integrante do Superior Tribunal de Justiça (STJ), responsável pela palestra de encerramento do evento.

Com atuação consolidada em processos de recuperação judicial, reestruturação de passivos e negociação estratégica de dívidas, a ERS Advocacia participa do congresso reforçando seu posicionamento como uma das principais bancas especializadas na defesa e reorganização de empresas do agronegócio brasileiro.

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Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa 

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O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.

Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.

“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.

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O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.

“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.

Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.

Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.

“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.

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Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.

“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.

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