MATO GROSSO
Reflexão sobre conduta é primeiro passo para evitar o assédio no trabalho, destacam palestrantes
MATO GROSSO
Na ocasião, os palestrantes ressaltaram que evitar o assédio moral e sexual no local de trabalho é responsabilidade de todos, pois determinadas palavras e comportamentos podem gerar consequências emocionais ao colega e ao setor como um todo, prejudicando a produtividade e a prestação dos serviços à população.
Para o secretário-controlador geral do Estado, Paulo Farias, assédio no trabalho é uma questão de integridade. “Esse tipo de comportamento inadequado prejudica a integridade, a dignidade e o bem-estar dos nossos servidores. Além disso, afeta a eficiência das instituições, nas entregas das políticas públicas ao cidadão”, comentou.
Por isso, o evento foi realizado como parte do Programa de Integridade Pública do Governo de Mato Grosso (Integridade MT). “Este programa não se restringe apenas à responsabilização das pessoas, mas também a prever como os problemas acontecem e, evidentemente, se eles acontecerem, termos mecanismos de detecção, responsabilização e remediação para corrigir e evitar que se repitam”, explicou.
Já a vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Erotides Kneip, ressaltou a importância de informar os servidores sobre o que é comportamento assediador e discriminatório. “Nas rodas de conversa e nas pesquisas que a Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação do Poder Judiciário realizou, descobrimos que alguns servidores praticavam essas condutas porque não sabiam exatamente que elas se configuram como assédio moral e sexual”, observou.
Normalização da violência
Já a juíza de direito, Cristiane Padim da Silva, também do TJMT, pontuou que o assédio é um problema que transcende gênero, idade, raça e classe social, e que tem raízes na normalização da violência. Para ela, a sociedade, muitas vezes, minimiza a seriedade do assédio, desculpando o comportamento agressor como “brincadeiras inofensivas” ou “elogios inapropriados”. “A naturalização da violência leva a um caminho muito perigoso de não identificar a situação de assédio, seja moral, seja sexual, seja de discriminação. Fecha nossos olhos e nos impede de agir.”
Para enfrentar a situação, ela sugeriu cuidado, empatia e limites no tratamento com o colega. “Os detalhes do comportamento fazem grande diferença. O sujeito ativo e passivo, com a normalização da violência de gênero, pode ser qualquer um. É importante ter em mente que se você é gestor e pratica assédio, o seu liderado, que também lidera, vai seguir a mesma linha. Devemos respeitar o usuário dos serviços públicos, mas também aprendermos a dar importância ao respeito com quem caminha ao nosso lado”, comentou.
Já o professor de Filosofia e servidor da CGE-MT, Douglas Remonatto, abordou a natureza da maldade e como as pessoas podem se tornar assediadoras. Ele falou dos níveis de maldade de acordo com a psicologia e da importância de evitar que o assediador se normalize em cada pessoa.
Para ele, uma das raízes desse problema é o preconceito, que envolve reduzir a existência de alguém a uma única característica (gênero, idade, cultura, religião, cor etc). É essencial aprender a reconhecer a individualidade de cada pessoa, reconhecendo que todos têm sonhos, esperanças, desafios e lutas que são únicos. “Brincadeiras, piadas são coisas sérias e podem ser um problema sim, principalmente quando a gente acha que conhece o colega. Ninguém sabe como está a pessoa que trabalha ao nosso lado, o que se passa no seu coração e na sua vida”, argumentou.
Acolhimento
Em outro bloco da programação, a gerente de Informação em Saúde do Servidor da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Wilma Novaes Teixeira de Oliveira, falou sobre o papel da Política de Saúde e Segurança no acompanhamento psicossocial do servidor estadual assediado, seja ele efetivo, comissionado, estagiário ou contratado.
O atendimento envolve o trabalho da Seplag, como órgão central, e de outros 24 órgãos e entidades que têm comitês setoriais com psicólogos e assistentes sociais. “Oferecemos escuta e apoio em qualquer situação em que haja sofrimento. O assédio moral traz danos psíquicos, às vezes, irreversíveis, que podem ser somatizados e levar a doenças gravíssimas”, comentou.
Já a gerente de Saúde e Segurança no Trabalho da Seplag, Sandra Donati Silverio, explicou que os atendimentos às vítimas podem ser encaminhados pelo gestor, própria vítima, colegas, sindicatos, Justiça ou Ministério Público. O acompanhamento também é realizado ao agressor. “Se chegar alguma situação na secretaria que não tenha equipe psicossocial, é preciso procurar nossa equipe na Seplag para discutirmos cada caso e pensarmos juntos em como conduzir a ocorrência, tudo dentro de uma relação de sigilo e confiança”, comentou.
Sandra destacou que cada um pode escolher fazer diferente no ambiente de trabalho. “Cada um de nós tem o poder de escolher que comportamento queremos ter diante do outro. Só pessoas machucam pessoas. O que dá vida a cada secretaria somos nós. Então, precisamos pensar que tipo de vida é essa que queremos aos nossos órgãos e às nossas entidades”, observou.
Ouvidoria e Corregedoria
Nas últimas duas palestras do evento, foi abordado o papel da Ouvidoria e da Corregedoria na repercussão administrativa das denúncias de assédio. A Ouvidoria do Estado recebe, trata e encaminha as denúncias para as unidades de apuração (Unidades Setoriais de Correição, Comissões de Ética etc), conferindo confidencialidade e anonimato ao denunciante.
A secretária-adjunta de Ouvidoria-Geral e Transparência da CGE-MT, Karen Oldoni, ressaltou também os elementos necessários que uma denúncia deve ter para facilitar a apuração, como relato detalhado e objetivo dos fatos, nome, cargo e órgão da pessoa denunciada, data e local do fato etc. “Podemos pedir complementações para que a denúncia possa ser apurada da melhor maneira possível”, salientou.
O secretário-adjunto de Corregedoria-Geral da CGE-MT, Renan Zattar, encerrou o evento ao falar sobre o rito da investigação preliminar sumária das denúncias a fim de coletar elementos de autoria e materialidade que justifiquem ou não a abertura de procedimento administrativo disciplinar.
A investigação preliminar tem cunho sigiloso para proteger a vítima e o acusado. “Muitas vezes não temos elementos suficientes para dizer que o servidor comentou assédio. Com a cultura de rede social e de levar tudo para a mídia, isso pode gerar uma condenação da pessoa antes do devido processo legal”, argumentou o adjunto.
Teatro e cartilha
Também foi lançada uma cartilha voltada a prevenir o assédio no setor público. A publicação está disponível para consulta e download no site www.cge.mt.gov.br, em Manuais/Cartilhas (2023) e em Integridade (Público/Publicações). Clique AQUI para acessar o material diretamente.
Próximos passos
No programação, foi anunciado que a CGE e a Seplag vão criar uma Comissão de Prevenção e Orientação sobre assédio no serviço público para realizar capacitações periódicas aos servidores estaduais e divulgar canais de denúncia e acolhimento às vítimas. A ação será uma das atividades do Programa Integridade MT.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Fim de semana com muitas opções em um só lugar
Com amigos, com a família, com as crianças, tem atrações para todas as idades no Shopping Estação Cuiabá
Um dos destaques que está fazendo sucesso, com o calor cuiabano novamente entrando em cena, é a pista de patinação no gelo. Mas as atrações não param por aí no Shopping Estação Cuiabá. Tem a tradicional Música ao vivo no Taste, oficinas gratuitas do Diversão na Praça, Arena Torcedor, diversas atrações infantis e cinema.
A Pista de Patinação no Gelo conta com 180 metros quadrados e está instalada na Praça de Eventos do shopping. Podem brincar crianças a partir de dois anos. O rinque funciona de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos e feriados, das 11h às 21h. Evento com bilheteria.
De quinta e sábado, vários artistas passam pelo Taste Lab, trazendo estilos musicais variados para aquele happy hour de qualidade. E a programação infantil continua aos domingos com o Diversão na Praça, que promove oficinas criativas gratuitas para crianças de 4 a 10 anos, sempre das 14h às 16h, na Praça de Alimentação. No próximo dia 27 acontece a Pintura Fácil. As vagas são limitadas, com participação por ordem de chegada. Serão duas turmas por dia, com duração de uma hora cada.
O Shopping Estação Cuiabá está recebendo um ambiente pensado para mostrar a primeira experiência CASACOR Mato Grosso, celebrando arquitetura, design e criatividade regional. Aberto ao público, o espaço é assinado pela arquiteta Thaís Lavrador e é uma ótima oportunidade para conhecer tendências e vivenciar a atmosfera de um dos eventos mais badalados de arquitetura e design em Cuiabá.
No cinema, tem duas dicas de filmes que agradam tanto adultos como crianças: Toy Story 5 e Minions & Monstros, animações que fazem qualquer um rir. Mas para os que estiverem no clima de drama e romance tem ainda O Convite, que aborda um jantar que parecia ser simples entre vizinhos, mas acaba trazendo reflexões intensas sobre relacionamentos. A crítica está elogiando especialmente a atriz Penélope Cruz neste longa.
E até o dia 02 de agosto, a Praça Frontal – piso G2 recebe o Arena Torcedor. O espaço é temático de futebol. Com atrações seguras e cheias de energia. O parque é destinado a crianças de 1 a 12 anos. Atrações e brincadeiras: Piscina de bolinhas, Foothole, Chute ao alvo inflável, Futsentado, Cama elástica, Mesa de pintura e Arena inflável de futebol.
O Shopping Estação Cuiabá é um destino completo para lazer, gastronomia e entretenimento. O empreendimento conta com atrações para todas as idades, ampla variedade gastronômica, estrutura acessível, ambiente pet friendly e espaços dedicados às famílias. Entre os destaques estão os Parquinhos Kids Interno e Externo, além do Pet Park, espaço ao ar livre totalmente gramado, pensado especialmente para os pets e seus tutores, tudo isso gratuitamente.
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