MATO GROSSO
Registro da marca de fogo no Indea garante segurança e rastreabilidade
MATO GROSSO
Os produtores rurais de Mato Grosso têm até junho de 2023 para cadastrar a “marca a fogo”, utilizada pelos produtores rurais para a identificação permanente de bovinos e bubalinos no Sistema Informatizado do Indea.
Para efetuar o registro, o produtor deve levar sua ferramenta de “marca a fogo” ao Indea-MT, preencher e assinar o “Formulário para o Registro de Marca a Fogo”. Os documentos estão disponíveis no site www.indea.mt.gov.br, em Sanidade Animal > Cadastramento Pecuário.
Se possuir mais de uma marca, o produtor deve levar todas as ferramentas, registrá-las e informar quais são utilizadas em cada exploração pecuária de sua titularidade.
Quem não utiliza marcação a fogo, também deve informar ao Indea e registrar a forma utilizada para identificar seus bovinos e bubalinos, preencher e assinar a “Declaração da Não Utilização da Marca a Fogo”.
Após o registro da modalidade de identificação, ela sairá impressa na Guia de Trânsito Animal (GTA), que facilitará a fiscalização dos animais em transporte.
Caso o produtor rural não faça o registro da marca de fogo, será penalizado e não poderá emitir a GTA, inviabilizando a atividade. A partir de julho, a marca de fogo informada pela propriedade deverá corresponder à guia de trânsito, senão o produtor também poderá ser alvo de sanções.
Além de melhorar a rastreabilidade do rebanho, a medida também representa mais segurança e inibe ações de roubos e furtos de gado no estado, identificando a quem pertence os animais.
Conforme os dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), de janeiro a agosto deste ano foram registradas 160 ocorrências de furto de gado e outros cinco registros de roubo. A quantidade de animais não foi especificada.
“O registro da marca de fogo é para complementar a Guia de Trânsito Animal (GTA), gerando maior segurança ao produtor”, explicou o coordenador de Defesa da Sanidade Animal, Felipe Peixoto.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Acrismat solicita à Sefaz renovação de incentivo do ICMS para a suinocultura até 2032
A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) se reuniu nesta semana com a equipe da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para entregar um ofício solicitando a renovação, até 2032, da concessão de cumulatividade do crédito presumido do ICMS, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O pedido abrange as operações próprias de saídas interestaduais de suínos vivos, em todas as finalidades. A vigência atual do benefício se encerra em 31 de dezembro de 2026.
A solicitação busca assegurar condições de competitividade à suinocultura mato-grossense, especialmente aos produtores independentes. No ofício, a Acrismat aponta que Mato Grosso registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas nos últimos anos, cenário que reforça a necessidade de medidas voltadas à sustentabilidade econômica das propriedades e à permanência dos suinocultores na atividade.
Para subsidiar a demanda, a entidade encaminhou o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontuou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.
O documento também destaca que as oscilações cíclicas do mercado afetam os custos de produção, a rentabilidade e a capacidade de investimento dos suinocultores. Nesse contexto, a renovação é defendida como uma medida para proporcionar maior segurança ao setor e manter condições de competitividade em relação aos produtores de outras unidades da Federação.
Além dos efeitos nas propriedades, a associação ressalta os reflexos da atividade na manutenção de empregos, na geração de renda e na movimentação da economia dos municípios. O pedido considera toda a cadeia produtiva e os serviços vinculados à criação de suínos.
Articulação institucional
O ofício informa que a mesma solicitação foi formalizada junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também pediu apoio à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para a demanda no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).
A demanda conta com apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).
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