MATO GROSSO
Seduc apresenta resultados de 2023 do Pré-Enem Digit@l nesta terça-feira (19)
MATO GROSSO
O objetivo do evento é compartilhar as boas práticas realizadas ao longo do ano, destacando os resultados alcançados como ampliação da participação dos estudantes da rede estadual no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado nos dias 5 e 12 de novembro, além da melhora no desempenho geral dos estudantes e ampliação do acesso ao ensino superior.
O Pré-Enem Digit@l faz parte da Política Educacional Projetos Integrados Pedagógicos, uma das 30 políticas que compõem o plano EducAção 10 Anos, que objetiva colocar a educação pública de Mato Grosso entre as mais bem avaliadas no país até 2032.
O projeto foi criado com o intuito de melhorar o desempenho dos estudantes do 3º ano do Ensino Médio e do 2º ano da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Enem, além de contribuir para a recomposição da aprendizagem.
De acordo com o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, a meta foi atingida, superando todas as dificuldades causadas pela pandemia. “Desde que o Pré-Enem Digit@l foi iniciado com 584 inscritos, em 2020, e saltou para 4.158 em 2021, a participação no projeto vem crescendo significativamente”, explicou.
Na edição de 2023, o Pré-Enem Digit@l contou com a participação de 13.954 estudantes, que receberam um kit de material didático de apoio, com 16 livros.
Os estudantes também tiveram acesso a aulões presenciais, aulas online e plantões tira-dúvidas adaptados à realidade de cada uma das 14 Diretorias Regionais de Educação (DREs). O número de inscritos em 2023 cresceu 61% se comparado com o ano anterior, quando alcançou um total de 5.272 inscritos.
Para 2024, a meta é chegar a 15 mil inscritos no Pré-Enem Digit@l. Com o aumento do atendimento, a Seduc pretende estimular ainda mais o protagonismo de jovens e adultos, além de maximizar o sucesso na participação do Enem e as consequentes oportunidades de ingresso nas Instituições de Ensino Superior. “Novamente, vamos trabalhar de forma constante e garantir que todos os inscritos recebam o kit de livros para estudos e participem das atividades”, adiantou Alan.
Em relação aos estudantes da rede inscritos no Enem, os números também indicam um avanço significativo. Em 2021, 22.370 estudantes se inscreveram; em 2022, 28.194, e, neste ano, 30.301 participaram de todas as etapas, o que representou 93,16% do total de estudantes matriculados no 3º ano do Ensino Médio e 2º ano da EJA.
Diante dos resultados, o secretário destacou o empenho dos coordenadores, professores e demais profissionais da educação que participaram do projeto e foram os principais responsáveis pelo sucesso do Pré-Enem Digit@al até agora.
“Ao longo de 2023, por exemplo, foram realizadas visitas às escolas, participação em lives e reuniões presenciais, concursos de redação, simulados, aulões de véspera, entre outras atividades. Vamos continuar avançando com total apoio às nossas equipes e aos estudantes que sonham ingressar no Ensino Superior”, concluiu
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Remédio sem hormônio para a menopausa abre alternativa para quem ficou anos sem tratamento
“A onda de calor não é um desconforto qualquer. É a mulher acordando encharcada de suor no meio da noite, é o rosto pegando fogo numa reunião cheia de gente. E eu tenho paciente convivendo com isso há anos, sem ter para onde correr”, diz a ginecologista Dra. Fabiana Bersch. Para parte dessas mulheres, a ciência trouxe uma saída. A Anvisa aprovou nesta segunda-feira, 22 de junho, o fezolinetanto, primeiro medicamento sem hormônio autorizado no Brasil para tratar as ondas de calor e o suor noturno de intensidade moderada a intensa associados à menopausa.
Os calores e suores noturnos são o sintoma mais conhecido do climatério e atingem até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. Não são raros nem passageiros: duram, em média, sete anos, e em alguns casos chegam a dez. Mesmo assim, boa parte das pacientes nunca recebeu um tratamento à altura.
O novo remédio será vendido pela Astellas Farma com o nome Veoza, em comprimido de uso diário. A aprovação se baseou em estudos clínicos que reuniram mais de 3 mil mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Diferente da reposição hormonal, o fezolinetanto age direto no cérebro. Na menopausa, a queda do estrogênio faz uma substância chamada neurocinina B agir de forma exagerada no hipotálamo, a região que controla a temperatura do corpo. É esse descontrole que dispara os calorões. O medicamento bloqueia essa substância e acalma o termostato interno.
Para a Dra. Fabiana, quem mais ganha com a novidade são as mulheres que até agora não tinham uma alternativa segura. Ela cita dois grupos. “O primeiro são as mulheres que tiveram câncer de mama. Muitas não podem usar hormônio de jeito nenhum, e conviviam com os calores sem nenhuma alternativa aprovada. Para elas, isso muda o jogo”, afirma.
O segundo grupo é menos comentado, mas igualmente grande.“São as mulheres que perderam a janela de oportunidade da reposição. Quando a terapia hormonal não começa nos primeiros anos da menopausa, iniciar muito depois pode trazer mais risco do que benefício. Essas pacientes ficavam órfãs de tratamento. Agora elas têm uma saída”, explica.
A médica comemora o avanço, mas faz questão de colocar a novidade no lugar certo. O fezolinetanto trata o calor e o suor. Ele não age sobre os outros efeitos da queda do estrogênio. “Preciso ser honesta com as minhas pacientes. O remédio cuida das ondas de calor e do suor noturno, e faz isso bem. Mas ele não trata a perda de massa óssea, a secura vaginal, o sono, o humor nem a saúde do coração. A menopausa é muito maior do que um sintoma só”, diz.
É aí que entra o trabalho que ela defende, de olhar para a mulher por inteiro e não só para a queixa do momento. “O remédio é uma ferramenta nova e importante, não um atalho. A mulher continua precisando de uma avaliação completa, porque tratar um sintoma isolado não é a mesma coisa que cuidar da mulher inteira”, reforça.
A ginecologista também pede cautela com a expectativa. O medicamento que ainda não chegou às farmácias, exige acompanhamento, incluindo exames para monitorar o fígado. “Já vejo gente animada querendo o remédio. Ele ainda não está disponível e não é para sair tomando por conta própria. A indicação precisa ser individual, com avaliação e acompanhamento”, orienta.
Quando não tratados, os calores e suores noturnos vão muito além do incômodo. Tiram o sono, afetam a memória, o humor e a produtividade. Cuidar bem dessa fase, lembra a médica, é cuidar do futuro da mulher. “A menopausa é o fim da vida reprodutiva, não da vida produtiva. Quanto mais opção de tratamento a mulher tiver, e quanto melhor o acompanhamento, melhor ela vive os anos que vêm pela frente”, conclui.
Sobre a Dra. Fabiana Bersch
Dra. Fabiana Bersch é ginecologista com mais de 25 anos de experiência, com foco em saúde integrativa da mulher. Tem pós-graduação em Medicina Integrativa e concluiu, em 2026, o programa de atualização em saúde da mulher e menopausa (WHAM) da Harvard Medical School. Atende presencialmente em Primavera do Leste (MT) e on-line para todo o Brasil.
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