MATO GROSSO
Sema e Bombeiros iniciam queimas prescritas em Unidades de Conservação neste domingo (24)
MATO GROSSO
O objetivo é diminuir as áreas atingidas por incêndios no período considerado crítico, onde é proibido o uso do fogo – entre 1º de julho e 31 de outubro. Para isso, é utilizado o fogo controlado por agentes especializados, o que reduz o combustível florestal que poderia culminar em um incêndio de grande proporção.
A gerente do Parque e APA, Ana Paula Martins, destaca a importância de avisar a comunidade do entorno sobre a ação estatal, e a presença de fumaça na região, para que saibam que não se trata de queimadas ilegais. “Atuamos com planejamento e todos os cuidados necessários de prevenção para que possamos reduzir os focos de calor no período crítico”, destaca.
A previsão é de que neste sábado aconteça uma visita prévia para analisar a área e início dos aceiros (queima de uma faixa de vegetação que impede a passagem do fogo) antes de iniciar o procedimento de queima prescrita. Já no domingo, a previsão é a queima prescrita de 40 hectares, respeitando a janela de oportunidade, que é o momento em que há situação ideal da umidade relativa do ar, da temperatura do ar e demais condições meteorológicas.
Unidades de Conservação estaduais
A Área de Proteção Ambiental Cabeceiras do Rio Cuiabá abrange os municípios de Rosário Oeste, Nobres, Nova Brasilândia, Planalto da Serra, Chapada dos Guimarães e Santa Rita do Trivelato. Com uma área de 473 mil hectares de Cerrado, tem como objetivo proteger animais silvestres e recursos hídricos, melhorar a qualidade de vida da população, fomentar o turismo ecológico e educação ambiental, e preservar as culturas e tradições locais.
O Parque Estadual Águas do Cuiabá está localizada no município de Nobres e Rosário Oeste, com uma área de 10.600 hectares de Cerrado. O objetivo da UC é proteger os recursos hídricos, viabilizar a movimentação das espécies da fauna, preservar ecossistemas, e é categorizada pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e pelo Sistema Estadual de Unidades de Conservação (SEUC) como Unidade de Conservação de Proteção Integral.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Reforma tributária deve mudar custos e exigir revisão de contratos na saúde
Empresas de saúde terão de olhar além das alíquotas para avaliar os efeitos da reforma tributária sobre seus resultados. O perfil dos fornecedores, o aproveitamento de créditos e as condições dos contratos estão entre os fatores que podem influenciar os custos e o planejamento financeiro de hospitais, clínicas e outros estabelecimentos do setor.
Esses impactos foram discutidos em Cuiabá durante o Saúde à Mesa, promovido pelo Sindicato das Empresas de Saúde de Mato Grosso (Sindessmat), em parceria com a FCS Advogados e patrocínio da Huma. A palestra dos advogados Alex Ferreira e Thayelle Vendramini abordou as mudanças na tributação do consumo e da renda e seus reflexos para empresas, sócios e profissionais da saúde.
Uma simulação apresentada por Ferreira ilustrou o peso dos créditos tributários no resultado financeiro. Ao comparar dois hospitais com a mesma receita, mas diferentes níveis de aproveitamento de créditos, o exemplo mostrou uma diferença no tributo a recolher equivalente a 3% do faturamento. O exercício evidenciou como a composição das compras e a organização dos controles podem influenciar o valor a pagar.
Segundo o advogado, os efeitos para cada estabelecimento dependem também do perfil de seus contratantes e das condições negociadas com fornecedores. A preparação passa pela revisão de preços, organização dos documentos fiscais, identificação do regime tributário dos parceiros comerciais e adequação dos sistemas de gestão.
A análise incluiu o funcionamento da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a transição para o novo modelo e as particularidades das relações entre prestadores, operadoras de planos de saúde, entidades filantrópicas e poder público.
Os contratos de longa duração também exigem atenção. A orientação apresentada foi integrar as áreas jurídica, contábil, financeira e de compras para avaliar os efeitos das mudanças sobre os compromissos assumidos e planejar a adaptação dos negócios.
Além dos custos das empresas, o encontro discutiu os reflexos sobre a renda de sócios e profissionais da saúde. Thayelle Vendramini abordou a tributação de dividendos, a retenção na fonte e a apuração do Imposto de Renda mínimo sobre rendimentos elevados. Os exemplos relacionaram a distribuição de lucros, os valores recebidos ao longo do ano e o ajuste anual.
Para a diretora executiva do Sindessmat, Patrícia West, o acesso à informação é fundamental para preparar os estabelecimentos para esse cenário.
“A reforma tributária exige atenção e planejamento das empresas do setor da saúde. Com o Saúde à Mesa, o Sindessmat busca aproximar os gestores de especialistas e oferecer informações que apoiem decisões mais seguras. Nosso compromisso é fortalecer as instituições que representamos, promovendo diálogo e conhecimento para que possam se preparar para as mudanças e seguir oferecendo uma assistência de qualidade à população”, destaca.
O presidente do Sindessmat, Dr. Altino José de Souza, afirmou que a iniciativa abre uma série de encontros voltados aos associados, com temas que afetam a gestão dos estabelecimentos.
“Foi uma experiência para avaliarmos a adesão e o interesse de nossos associados, e a avaliação é positiva. Nossa parceria com a FCS Advogados sempre rende bons frutos, com conteúdo atualizado e que impacta na gestão dos estabelecimentos. Agradecemos também o apoio da Huma – Cotações e Compras Eletrônicas LTDA, que apresentou uma ferramenta que pode ser utilizada pelos estabelecimentos e nos ajudou a realizar esse encontro.”