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Sema intensifica estrutura para atender animais silvestres durante incêndios no Pantanal

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) intensificou neste sábado (18.11) a estrutura para atendimento à fauna silvestre durante os incêndios que acometem o Pantanal mato-grossense.

Foram contratados médicos veterinários especializados em animais silvestres para atuar junto com os servidores da Coordenadoria de Fauna e Recursos Pesqueiros da Sema-MT nesses atendimentos.

Além disso, dois veículos volantes vão circular durante o tempo todo pela Rodovia Transpantaneira, em especial na região do Porto Jofre, para identificar e resgatar animais que precisam de socorro veterinário.

A estrutura do posto de atendimento da Sema, no km 17 da Transpantaneira, também será utilizada para atender os animais silvestres. O local possui quatro recintos montados, além dos recintos da Ampara Silvestre que já foram colocados à disposição da Secretaria, no km 110, próximo a Porto Jofre.

O Pantanal mato-grossense possui 5,3 milhões de hectares. A área atingida pelo fogo conforme o Corpo de Bombeiros do Estado é de 519 mil hectares, equivalente a 9,6% da área total de janeiro a novembro deste ano.

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Os veículos possuem equipamentos para resgate e captura do animal, como a zarabatana, caixas de transporte, gancho, cambões e caixas de medicamentos.

As equipes formadas pelos médicos veterinários e servidores do setor de Fauna da Sema estarão à disposição em tempo integral.

Outras duas equipes também ficarão à disposição para servir de suporte à equipe volante que estiver em campo. Eles darão todo o tipo de suporte a equipe volante em questões como logística e situações de emergência.

“Vamos monitorar a atuação de toda a equipe volante e dar todo o suporte necessário. Além dos postos estruturados da Sema, temos também os da Ampara que é bem perto de onde está o foco dos incêndios e vamos utilizar para atendimento a fauna silvestre”, explicou o coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros da Sema, Eder Toledo.

Plano integrado

Nesta terça-feira (14.11), o Governo do Estado anunciou no plano de trabalho integrado com o Governo Federal, que, além de ampliar o efetivo na região, com mais brigadistas, aeronaves e embarcações, maquinários apreendidos também serão empregados nas ações em campo.

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Ao todo, cinco maquinários estão sendo utilizados, entre outras técnicas de prevenção, para a criação de aceiros, que são faixas de terra onde é feita a retirada do material vegetal para impedir a continuidade do incêndio.

Desde 2019, o Governo de Mato Grosso já investiu mais de R$ 240 milhões em ações de prevenção e combate aos incêndios florestais e desmatamento ilegal.

Somente em 2023, foram destinados R$ 38 milhões ao plano de combate a incêndios, que foi ampliado em mais R$ 6,4 milhões, neste mês de novembro, em decorrência da emergência ambiental, para a aquisição de insumos e equipamentos.

Fonte: Governo MT – MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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