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Sema-MT entrega Selo Verde a cinco empreendimentos por compromisso com a sustentabilidade

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Cinco empreendimentos de Mato Grosso receberam o Selo Verde da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) na manhã deste domingo (04.06), como parte da programação em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, realizada no Parque Mãe Bonifácia, em Cuiabá. A certificação é conferida às empresas que demonstraram compromisso excepcional com a sustentabilidade.

“É muito importante para o Estado reconhecer o papel das empresas, provando mais uma vez que é viável exercer a atividade produtiva com sustentabilidade. O governo também se fez presente com ações de educação ambiental no Parque Mãe Bonifácia, para mostrar para os jovens e adultos que é desde cedo que se ensina a importância do meio ambiente”, destacou o vice-governador Otaviano Pivetta durante o evento.

Receberam o selo as Pequenas Centrais Hidrelétricas Cidezal, Telegráfica, Rondon, Parecis e Sapezal, localizadas na cidade de Sapezal (560 km de Cuiabá). Os empreendimentos são da Hydria Geração de Energia, do Grupo Bom Futuro.

“É uma forma do Governo do Estado promover boas práticas de gestão ambiental, o que tem um papel significativo no uso adequado dos recursos naturais. Todas essas iniciativas contribuem para que Mato Grosso seja protagonista da agenda ambiental brasileira”, afirmou a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.

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Instituído por meio da Lei nº 8.397 de 2005, o Selo Verde representa o comprometimento dessas empresas na promoção de ações de controle e redução dos impactos ambientais, de acordo com critérios rigorosos da Secretaria. É um símbolo do esforço conjunto para preservar e proteger o meio ambiente, mostrando que é possível conciliar o desenvolvimento econômico com a proteção do meio ambiente.

“O reconhecimento do Estado é muito importante para nós que estamos há mais de quarenta anos trabalhando no setor do agro, ajudando a construir este estado, e, agora, há 15 anos atuando por meio da geração de energia. Isso mostra que estamos no caminho certo, e vamos seguir com a gestão ambiental, fortalecendo as ações e agregando valor à nossa mercadoria”, afirmou Kleverson Scheffer, diretor do Grupo Bom Futuro.

Empresas que tenham o Sistema de Gestão Ambiental devidamente implantado há pelo menos um ano podem concorrer ao Selo Verde. Com o certificado, os empreendimentos têm mais credibilidade junto ao mercado para as negociações nacionais e até internacionais, já que segue os critérios do ISO 14001. A validade do documento é de até três anos.

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Semana do Meio Ambiente
A Sema promoveu uma programação especial, voltada à educação ambiental, em comemoração ao Dia do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho. Neste domingo, o Parque Estadual Mãe Bonifácia recebeu a corrida de rua Circuito das Estações, etapa Inverno, com largada às 7h.

Durante toda a manhã, os visitantes que estiveram na unidade puderam participar de oficinas de compostagem e separação de resíduos sólidos. Já as crianças tiveram a montagem de animais da fauna silvestre em papel, ou o jogo “Trilha com o Meio Ambiente”.

Para cada atleta inscrito na corrida, uma muda será plantada em uma área degradada de pouco mais de meio hectare ao redor de uma das nascentes que deságuam no córrego Quarta-feira, curso d’água que abastece a lagoa do Parque das Águas.

Na segunda-feira (05) será realizado o plantio de mudas de árvores nativas para recuperação de uma nascente, com orientação técnica da Sema, em parceria entre a Secretaria de Segurança Pública (Sesp), o Verde Novo, projeto do Poder Judiciário idealizado pelo Juizado Volante Ambiental de Cuiabá (Juvam) e Instituto Ação Verde.

Fonte: Governo MT – MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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