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Semob reforça que, além de ser obrigatório, o uso do cinto contribui para a diminuição de mortes no trânsito

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Há quase sete anos Moacir Alves, de 43 anos, trabalha como motorista de aplicativo em Cuiabá, e uma das maiores dificuldades enfrentadas por ele é a teimosia por parte de alguns passageiros que insistem em tentar burlar as leis de trânsito, especialmente no que diz respeito ao uso do cinto de segurança no banco traseiro. “Tem muita gente que não quer usar cinto no banco de trás. Até uma juíza me questionou esses dias, dizendo que a lei só exigia cinto para autoestrada, que dentro da cidade não precisava”, contou o motorista, acrescentando que “por incrível que pareça, a maior parte dos passageiros que desrespeitam são os de maior poder econômico”. Ele lamentou ao dizer que não entende por que ainda existe gente que questiona uma lei tão antiga.

Vale destacar que a Lei nº 9.503, do Código de Trânsito Brasileiro, lei que obriga o uso do cinto de segurança nos bancos da frente e de trás, completou 26 anos no último dia 23 de setembro. Segundo o artigo 167, a não utilização é considerada infração grave, com multa de R$195,23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação.

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A Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) reforça que, além de ser obrigatório, o uso do cinto contribui para a diminuição de mortes no trânsito. Ressalta que o cidadão precisa se conscientizar de que o dispositivo ajuda a reduzir os riscos de ferimentos na cabeça, no rosto, no pescoço e na coluna, e retém o corpo do motorista e dos ocupantes do veículo junto ao assento, o que permite manter o controle do veículo.

O diretor de trânsito, Michel Diniz, lembrou que os motoristas devem ser rigorosos mesmo, que é um dever deles enquanto profissionais do trânsito, pois se um agente parar um carro e tiver alguém sem cinto, é o motorista que será multado. Lembrando que, neste último caso, se houver um impacto frontal, o passageiro será arremessado contra o motorista, podendo feri-lo, às vezes fatalmente. “Mais um motivo para que cada motorista fique atento à lei, especialmente os motoristas de táxi e de aplicativo como seu Moacir, que transportam pessoas no banco de trás o tempo todo”, ilustrou o diretor de trânsito ao lembrar que a equipe Semob trabalha diariamente para conscientizar e, quando preciso, coibir condutores que colocam em risco a própria vida e a de terceiros.

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Diniz reforça ainda que em um comparativo apresentado pela Semob entre 2022 e 2023, fica claro o aumento das infrações. Em 2022, foram flagrados 1996 infratores e em 2023 já foram 2.446, totalizando um aumento de 450 notifocações.

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Mounjaro e a pele: os efeitos que ninguém te contou antes de começar o tratamento

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Mounjaro virou assunto nos consultórios médicos e rodas de conversa de todo o Brasil. Como já se sabe, a tirzepatida, princípio ativo do medicamento, promove perda rápida de peso e tem atraído cada vez mais pacientes. Mas, enquanto a balança vai registrando números menores, o que acontece com a pele quase sempre passa despercebido até virar um problema.

A dermatologista Sullege Suzuki, referência em tricologia e medicina estética, tem recebido cada vez mais pacientes com queixas que começam a aparecer semanas ou meses após o início do uso do medicamento: cabelos caindo em quantidade acima do normal, rosto com aspecto cansado, pele mais frouxa nos braços, abdômen e coxas, e unhas que ficam quebradiças sem razão aparente. 

“Quando a perda de peso acontece muito rápido, o organismo não tem tempo de se adaptar. A pele perde sustentação, o colágeno não acompanha o ritmo e o resultado pode ser frustrante para quem esperava apenas os benefícios do emagrecimento”, explica a especialista.

 

O que acontece com a pele durante o emagrecimento acelerado

O mecanismo do Mounjaro atua em dois receptores hormonais ao mesmo tempo, o GLP-1 e o GIP, potencializando a sensação de saciedade e acelerando a perda de gordura. O problema é que a gordura que vai embora não é só a do abdômen. Parte dela está no rosto e funciona como estrutura de sustentação natural. Quando ela diminui rapidamente, a pele fica sem esse suporte e começa a ceder.

Esse fenômeno ganhou até nome próprio nas redes sociais internacionais: “Mounjaro Face”. Ele se manifesta como sulcos mais profundos, perda do contorno da mandíbula, olheiras marcadas e um aspecto geral de envelhecimento precoce. No corpo, os sinais aparecem nos braços, abdômen, glúteos e parte interna das coxas, regiões onde a pele perde firmeza e passa a ter sobra visível.

“A pele humana tem elasticidade, mas ela tem limite. Uma perda de gordura muito intensa em pouco tempo rompe fibras elásticas que não se reconstituem sozinhas. Depois que isso acontece, o tratamento fica mais complexo e custoso do que teria sido se o cuidado fosse iniciado desde o começo”, destaca Dra. Sullege.

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Cabelos, unhas e a conexão com o déficit nutricional

Um dos efeitos mais relatados por quem usa a tirzepatida e ainda pouco discutido fora dos consultórios especializados é a queda de cabelo. O medicamento não agride diretamente o folículo piloso, mas o emagrecimento acelerado funciona como um gatilho de estresse metabólico. O organismo interpreta essa mudança brusca como uma situação de risco e começa a direcionar os recursos para funções que considera mais urgentes. Os cabelos ficam em segundo plano.

Com a redução drástica do apetite, muitos pacientes passam a ingerir quantidades insuficientes de proteínas, ferro, zinco e biotina. Esses nutrientes são fundamentais para a estrutura tanto do fio de cabelo quanto da unha. Quando o organismo entra em déficit, a queratina produzida fica mais fraca e as consequências aparecem nas duas extremidades: fios que quebram ou caem com facilidade e unhas que descamam, partem e demoram a crescer.

“O cabelo e a unha são estruturas que dependem dos mesmos blocos construtores. Quando o paciente entra em emagrecimento rápido sem acompanhamento nutricional adequado, esses dois sinais aparecem juntos, às vezes antes mesmo de a flacidez ser percebida. É um alerta precoce que a dermatologia consegue identificar e tratar cedo”, afirma Dra. Sullege Suzuki.

 

Quando começar o cuidado: a resposta é antes

A principal orientação de Dra. Sullege Suzuki para quem vai começar ou já está usando o Mounjaro é clara: não esperar os sinais aparecerem para buscar atendimento dermatológico. O acompanhamento desde o início é o que permite trabalhar de forma preventiva e garantir que o emagrecimento não venha acompanhado de prejuízos estéticos.

Para a pele do rosto e do corpo, a medicina estética conta hoje com bioestimuladores de colágeno, que atuam nas camadas mais profundas estimulando a produção de novas fibras de sustentação. Tecnologias como o ultrassom microfocado e a radiofrequência também são aliadas importantes para garantir firmeza sem procedimentos cirúrgicos. A toxina botulínica, quando bem indicada, ajuda a evitar que as linhas de expressão se fixem na pele que está perdendo elasticidade.

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Para os cabelos, o Espaço Sullege Suzuki conta com um spa capilar equipado com tecnologia de ponta para atender pacientes em processo de emagrecimento. Entre os recursos disponíveis estão a aplicação de plasma rico em plaquetas, que estimula os folículos pilosos e promove a regeneração capilar, e o uso de células-tronco capilares, que atuam diretamente na renovação do folículo e na recuperação de fios enfraquecidos. Esses protocolos são personalizados conforme o grau de queda, o perfil capilar de cada paciente e o estágio do tratamento com a medicação.

“A queda de cabelo associada ao Mounjaro é tratável. Com os protocolos certos e o início precoce, a maioria dos pacientes consegue manter a densidade capilar durante todo o processo de emagrecimento. O que desenvolvemos foi pensado exatamente para isso: oferecer um cuidado completo, que vai da avaliação tricológica até os tratamentos mais avançados disponíveis hoje no mercado”, explica a médica.

“O emagrecimento pode ser transformador para a saúde e para a autoestima. Mas ele precisa vir acompanhado de um olhar cuidadoso para a pele, o cabelo e as unhas. Temos hoje recursos modernos e eficazes para garantir que a pessoa que emagrece chegue ao resultado final com a pele firme, o cabelo saudável e a aparência rejuvenescida”, conclui Dra. Sullege.

 

SINAIS DE ALERTA: quando procurar um dermatologista durante o uso do Mounjaro

Queda de cabelo acima do habitual semanas ou meses após o início do uso

Unhas que quebram com facilidade, descamam ou crescem mais devagar

Aspecto cansado ou envelhecido no rosto mesmo sem ter perdido muito peso ainda

Perda de definição na região da mandíbula ou sulcos mais marcados

Pele com aparência mais frouxa em braços, abdômen ou coxas

Ressecamento intenso ou perda de brilho na pele

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