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Seplag realiza evento para a promoção do programa de aceleração de startups públicas

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A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) reuniu, nesta terça-feira (30.07), servidores públicos e convidados para apresentação oficial do Acelera gov.mt. O evento, realizado no salão Cloves Vettorato, contou com cerca de 160 participantes e foi encerrado com uma palestra sobre inovação e intraempreendedorismo.

Além dos inscritos, o encontro contou com as presenças do secretário de Planejamento e Gestão de Mato, Basílio Bezerra, e da diretora superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-MT), Lélia Brun. Também estiveram presentes o secretário adjunto de Administração Sistêmica da Secretaria de Segurança Pública (Sesp), Thiago Pinheiro, secretários adjuntos da Seplag e outras autoridades.

Basílio ressaltou o potencial dos servidores públicos além de suas atribuições diárias e enfatizou a responsabilidade da gestão estadual em criar condições para transformar ideias em benefícios para a população.

“Precisamos que os servidores consigam colocar em prática não só aquela atividade rotineira, sistemática, mas também ideias que levem a gestão pública a ser mais eficiente e apresentar um trabalho melhor para a sociedade”, explica o secretário, destacando o potencial dos servidores e o papel de entregas públicas para os mato-grossenses.

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A diretora do Sebrae-MT relaciona o empreendedorismo ao intraempreendedorismo, enfatizando o potencial transformador desse diálogo. “O intraempreendedorismo que está sendo estimulado dentro do Governo é de suma importância, porque, no nosso olhar, é o empreendedorismo corporativo que possibilita projetos inovadores”, acentua Lélia Brun.

Acelera Gov MT

O Acelera Gov MT vai apoiar até 30 projetos oriundos da administração pública estadual de MT. A iniciativa, pioneira no cenário nacional, surgiu de uma cooperação inédita entre o Governo Estadual, por meio da Seplag, e o Sebrae. Cerca de R$750 mil serão investidos nas propostas selecionadas.

Segundo o secretário adjunto de Planejamento de Governo Digital da Seplag, o Acelera Gov MT é uma oportunidade para o servidor público desenvolver seus projetos. “Muitas vezes, o servidor público tem uma ideia, uma necessidade de melhorar o seu trabalho ou um resultado do seu órgão. Então, nós entramos com o apoio necessário para ajudá-lo a desenvolver esse projeto”, explica Sandro Brandão.

O servidor público estadual Leandro Queiroz explica que inscreveu uma proposta em equipe para pleitear uma das vagas do programa e ressalta a garantia estabelecida por meio Decreto Nº 1200/2021.

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“A grande vantagem desse programa é que ele dá essa segurança jurídica necessária para a execução de uma ideia sem gerar nos propositores o medo de errar”, considera o coordenador de gestão estratégica de dados e informação.

Palestras

O evento contou com a exposição realizada pelo superintendente de Governança Digital e Inovação em Práticas Públicas da Seplag, Washington da Silva, abordando o intraempreendedorismo público. Em seguida, o professor da Escola Politécnica da Universidade de Pernambuco, Genésio Gomes, encerrou com uma palestra sobre inovação e intraempreendedorismo.

Ele lembrou que, muitas vezes, para inovar foi necessário pedir desculpas ao invés de licença. “O empreendedorismo e a inovação, hoje, estão em todos os setores e muito mais no governo. O Governo precisa acelerar os seus processos para gerar mais impacto na vida dos cidadãos. Esse impacto se dá por meio da inovação”, declara o palestrante, informando que muitos servidores ainda não se atentaram a esse processo de inovação.

Saiba mais sobre o programa Acelera Gov MT, clicando neste link.

Fonte: Governo MT – MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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