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SER Família Indígena entrega mil cestas de alimentos, kits de higiene e cobertores em aldeia do Xingu

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Mil cestas de alimentos, kits de higiene e limpeza, roupas e cobertores foram entregues, nesta segunda-feira (27), aos indígenas da etnia Kayapó, na Aldeia Piaraçu, no município de São José do Xingu, localizado a cerca de mil quilômetros de Cuiabá. As entregas fazem parte do Programa SER Família Indígena, idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, e gerenciado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc).

“Essa ação representa nosso compromisso em levar não apenas cestas básicas, mas também dignidade e respeito às comunidades indígenas. Agradeço a todos envolvidos por tornar possível essa iniciativa. Eu e a primeira-dama Suelen temos os mesmos anseios pelos povos indígenas, e o apoio que recebemos do Governo do Estado e da gestão municipal fazem toda diferença nos resultados. Estou com saudades de todos, em breve quero estar com meus irmãos”, disse a primeira-dama de MT e madrinha dos povos indígenas, Virginia Mendes.

As entregas foram acompanhadas pela secretária da Setasc, Grasi Bugalho, que também assistiu a apresentações culturais dos indígenas e um desfile de moda, com roupas produzidas pelas próprias indígenas, a partir do projeto Menire Xingu, promovido pela Prefeitura de São José do Xingu, e coordenador pela primeira-dama do município, Suélen Rodrigues, no qual as indígenas aprendem corte e costura.

A secretária Grasi exaltou sobre os trabalhos realizados pelo Governo do Estado para atender, da melhor forma possível, a população indígena de Mato Grosso, seja por meio dos serviços de cidadania, levados para perto das aldeias, quanto por meio do SER Família Indígena, nas entregas de cestas e transferência de renda através dos cartões, e no apoio aos municípios.

“Essa é mais uma ação do SER Família Indígena, representando a nossa primeira-dama Virginia Mendes, que realmente envolve vários setores para entregar, além das cestas de alimentos, outros serviços para a população indígena. E essa aldeia tem um lindo projeto, que é o Menire Xingu, que mostra o trabalho feito de forma artesanal pelas costureiras, que são indígenas desta aldeia, e estamos aqui para apreciar e mostrar o que o Governo do Estado tem feito e continuará fazendo para a população indígena”, explicou.
A primeira-dama de São José do Xingu, Suélen Rodrigues, agradeceu a presença do Estado, por meio da secretária Grasi Bugalho, e também ao governador Mauro Mendes e à primeira-dama Virginia Mendes, pela ação realizada na Aldeia Piaraçu.

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“Nós estamos com o coração cheio de alegria e gratidão, porque é muito importante o Estado de se fazer presente aqui, e um governo que tem um carinho especial com a comunidade, trazendo as cestas de alimentos, garantindo a segurança alimentar aqui na aldeia, roupas, e também a diversão, pois quando a gente vem pra cá, fazer eventos, além de conhecer a cultura, também estamos fortalecendo, pois é uma oportunidade para eles estarem mostrando a riqueza cultural que existe aqui”, disse.

O cacique Megaron Txucarramãe deu as boas-vindas à equipe do Governo do Estado e da prefeitura.

“Pra nós é uma alegria, um momento bom, para entregar as coisas que a comunidade está precisando que é cesta básica, cobertores que o governador e a primeira-dama Virginia mandaram pra nós. Então eu só quero agradecer por trazerem as cestas e estarem visitando a Aldeia Piaraçu”, completou.

O prefeito de São José do Xingu, Sandro Costa, agradeceu todo o apoio que o município de São José do Xingu tem recebido do Governo do Estado. Ele citou a ambulância enviada para a Aldeia Piaraçu pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), a farinheira, entregue a poucos dias pelo Estado, e também a caminhonete para auxiliar no transporte dos indígenas até a cidade.

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“Estamos também com o projeto da Escola Bepkororoti, e também da quadra indígena que vai ser construída próximo a aldeia nova. Só quero agradecer mais uma vez à primeira-dama Virginia Mendes por esse carinho, de mandar essa escola aqui para atender toda a comunidade Piaraçu e toda comunidade que vai ser atendida do povo Mebêngôkre (Kayapó). Leve nosso agradecimento de coração por tudo que tem sido feito aqui”, concluiu.

Também estiveram presentes no evento o superintendente de Assuntos Indígenas da Casa Civil, Aguinaldo Santos, responsável pela visita às aldeias para o cadastramento dos indígenas para o SER Família Indígena, o secretário de Assessoria Parlamentar do TCE/MT, Carlos Brito e os caciques Puiu Txucarramãe e Bati Metuktire.

Fonte: Governo MT – MT

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Remédio sem hormônio para a menopausa abre alternativa para quem ficou anos sem tratamento

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“A onda de calor não é um desconforto qualquer. É a mulher acordando encharcada de suor no meio da noite, é o rosto pegando fogo numa reunião cheia de gente. E eu tenho paciente convivendo com isso há anos, sem ter para onde correr”, diz a ginecologista Dra. Fabiana Bersch. Para parte dessas mulheres, a ciência trouxe uma saída. A Anvisa aprovou nesta segunda-feira, 22 de junho, o fezolinetanto, primeiro medicamento sem hormônio autorizado no Brasil para tratar as ondas de calor e o suor noturno de intensidade moderada a intensa associados à menopausa.

Os calores e suores noturnos são o sintoma mais conhecido do climatério e atingem até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. Não são raros nem passageiros: duram, em média, sete anos, e em alguns casos chegam a dez. Mesmo assim, boa parte das pacientes nunca recebeu um tratamento à altura.

O novo remédio será vendido pela Astellas Farma com o nome Veoza, em comprimido de uso diário. A aprovação se baseou em estudos clínicos que reuniram mais de 3 mil mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Diferente da reposição hormonal, o fezolinetanto age direto no cérebro. Na menopausa, a queda do estrogênio faz uma substância chamada neurocinina B agir de forma exagerada no hipotálamo, a região que controla a temperatura do corpo. É esse descontrole que dispara os calorões. O medicamento bloqueia essa substância e acalma o termostato interno.

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Para a Dra. Fabiana, quem mais ganha com a novidade são as mulheres que até agora não tinham uma alternativa segura. Ela cita dois grupos. “O primeiro são as mulheres que tiveram câncer de mama. Muitas não podem usar hormônio de jeito nenhum, e conviviam com os calores sem nenhuma alternativa aprovada. Para elas, isso muda o jogo”, afirma.

O segundo grupo é menos comentado, mas igualmente grande.“São as mulheres que perderam a janela de oportunidade da reposição. Quando a terapia hormonal não começa nos primeiros anos da menopausa, iniciar muito depois pode trazer mais risco do que benefício. Essas pacientes ficavam órfãs de tratamento. Agora elas têm uma saída”, explica.

A médica comemora o avanço, mas faz questão de colocar a novidade no lugar certo. O fezolinetanto trata o calor e o suor. Ele não age sobre os outros efeitos da queda do estrogênio. “Preciso ser honesta com as minhas pacientes. O remédio cuida das ondas de calor e do suor noturno, e faz isso bem. Mas ele não trata a perda de massa óssea, a secura vaginal, o sono, o humor nem a saúde do coração. A menopausa é muito maior do que um sintoma só”, diz.

É aí que entra o trabalho que ela defende, de olhar para a mulher por inteiro e não só para a queixa do momento. “O remédio é uma ferramenta nova e importante, não um atalho. A mulher continua precisando de uma avaliação completa, porque tratar um sintoma isolado não é a mesma coisa que cuidar da mulher inteira”, reforça.

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A ginecologista também pede cautela com a expectativa. O medicamento que ainda não chegou às farmácias, exige acompanhamento, incluindo exames para monitorar o fígado. “Já vejo gente animada querendo o remédio. Ele ainda não está disponível e não é para sair tomando por conta própria. A indicação precisa ser individual, com avaliação e acompanhamento”, orienta.

Quando não tratados, os calores e suores noturnos vão muito além do incômodo. Tiram o sono, afetam a memória, o humor e a produtividade. Cuidar bem dessa fase, lembra a médica, é cuidar do futuro da mulher. “A menopausa é o fim da vida reprodutiva, não da vida produtiva. Quanto mais opção de tratamento a mulher tiver, e quanto melhor o acompanhamento, melhor ela vive os anos que vêm pela frente”, conclui.

Sobre a Dra. Fabiana Bersch

Dra. Fabiana Bersch é ginecologista com mais de 25 anos de experiência, com foco em saúde integrativa da mulher. Tem pós-graduação em Medicina Integrativa e concluiu, em 2026, o programa de atualização em saúde da mulher e menopausa (WHAM) da Harvard Medical School. Atende presencialmente em Primavera do Leste (MT) e on-line para todo o Brasil.

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