MATO GROSSO
Servidores da Sefaz são reconhecidos por atuação em sistema de avaliação de Gestão Pública
MATO GROSSO
As placas de homenagem foram entregues, pessoalmente, pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, durante o VIII Fórum Nacional das Transferências da União, realizado em Brasília. Os servidores atuam na validação da documentação apresentada pelos órgãos para obter o certificado IGM da Gestãopublica.gov.br
André Cuiabano ficou em 1º lugar. Já a servidora Keila Sanches, recebeu a segunda classificação. Eles foram contemplados com o Selo Validador 2023, na categoria “Validador Destaque” do Instrumento de Melhoria da Governança e da Gestão – IMG 100 pontos, do Gestãopublica.gov.br. Juntos, os servidores da Sefaz foram responsáveis por 20% das validações realizadas entre junho de 2019 e setembro de 2022, que somam 380 no período.
“O reconhecimento é importante para demonstrar o engajamento do Estado de Mato Grosso na melhoria da gestão pública e no fortalecimento de políticas públicas”, afirma o servidor André Cuiabano.![]()
Para a secretária Adjunta do Tesouro Estadual, Luciana Rosa, que acompanhou o evento e a entrega da premiação, a homenagem aos servidores é motivo de orgulho tanto para a Secretaria de Fazenda, quanto para a pasta adjunta. Dentre suas atribuições, a SATE, por meio da Coordenadoria de Gestão de Convênios de Ingresso, atua na implantação Gestãopublica.gov.br no Estado.
“Eles (o André e a Keila) fazem parte de um grande de grupo de avaliadores de todo o Brasil e também são facilitadores do Gestãopublica.gov.br em Mato Grosso. Esse sistema é de suma importância para o Estado, pois inclui práticas que visam garantir eficiência e transparência no uso de recursos públicos, promovendo uma gestão eficaz que atenda às necessidades da sociedade”, afirma Luciana Rosa.
O sistema Gestãopublica.gov.br tem como referência os princípios da Administração Pública Brasileira e sua implantação se dá por meio do Instrumento de Melhoria da Governança e da Gestão – IMG 100 Pontos, aplicado por órgãos e entidades. Ele está estruturado em sete critérios que são avaliados e pontuados para quantificar o grau de maturidade da gestão da organização.
A aplicação do IMG 100 Pontos e a avaliação dos resultados é feita em ciclos de dois anos, visando a melhoria contínua dos sistemas de gestão e governança. Ao final de cada ciclo, com base nas documentações apresentadas e validadas, o órgão é certificado com o nível de maturidade da gestão, conforme os pontos obtidos que vai de zero a cem. Quanto maior for a pontuação, mais a organização tem prioridade no acesso aos recursos federais.
Em Mato Grosso, todos os órgãos e entidades da Administração Pública Estadual que operacionalizam parcerias por meio da Plataforma +Brasil, estão certificadas pelo IMG 100 Pontos. Das 16 secretarias estaduais e autarquias com certificação, 12 subiram de classificação entre os ciclos avaliativos de 2020 e 2021 e quatro delas estão na categoria bronze, a maior da pontuação geral.
Comitê Central de Mato Grosso
Para implantação do Gestãogov.br e do Instrumento de Melhoria da Governança e da Gestão são formados comitês centrais, que dão suporte aos órgãos estaduais. No âmbito do Governo do Estado, esse comitê é formado por servidores das secretarias de Fazenda (Sefaz) e de Planejamento e Gestão (Seplag).
Além das secretarias e autarquias, o comitê auxilia as prefeituras e entes municipais com reuniões, capacitações e suporte técnico.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos
Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.
Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.
Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.
“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.
Os erros financeiros mais comuns entre casais
Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.
Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.
Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.
Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.
“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.
Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos
Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.
“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.
Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.
Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:
Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.
“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.
Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor
Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?
De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”
Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.
Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.
Construindo o futuro juntos
Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.
Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.
“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.
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