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Servidores do IML são treinados para a coleta de material biológico em pessoas vivas

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Servidores lotados na Diretoria Metropolitana de Medicina Legal participaram, nesta terça-feira (08.03), de um treinamento voltado para a coleta de material biológico de referência para exames de DNA. A proposta é aperfeiçoar o trabalho da instituição por meio da troca de informações quanto aos aspectos operacionais e legais de procedimentos. 

Conforme diretora da unidade, Alessandra Paiva Puertas, a Politec busca a otimização dos procedimentos.

“Quando se obedecem os procedimentos necessários, a possibilidade de sucesso nas análises é muito maior, e é esse o objetivo, para que a gente economize tempo, que seria gasto na repetição e no tempo de recoleta, além disso, diminuímos o tempo na liberação do laudo”.

O treinamento foi gravado e será replicado aos servidores das gerências de Medicina Legal do interior de Mato Grosso; teve como responsável a coordenadora de Perícias de Biologia Molecular, Késia Renata Lopes Lemos Melo.

Com cerca de 2 horas de duração, orintou peritos oficiais médico legistas, técnicos em enfermagem e técnicos em necrópsia sobre aos procedimentos administrativos e documentais para coleta de material biológico em condenados para o cumprimento da lei 13.964/2019; também sobre os cuidados para coleta e preservação da amostra de referência contra contaminações e degradações; e quanto à cadeia de custódia e o encaminhamento das amostras de referência para exames de DNA.

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Os 17 servidores receberam informações sobre a coleta de material biológico de referência em pessoas vivas e quanto ao atendimento do Procedimento Operacional Padrão de Coleta de Materiais de Referência. Os procedimentos apresentados são previstos no Procedimento Operacional Padrão adotado pela Politec desde o ano de 2019.

Os institutos médico-legais são a porta de entrada dos vestígios biológicos, onde estas amostras são coletadas, e posteriormente encaminhadas para análise na Diretoria Metropolitana de Laboratório Forense da Politec, para fins de identificação genética.

Sobre a coleta e análise

A atribuição da Perícia Oficial e Identificação Técnica na coleta e análise de DNA em pessoas vivas envolve várias vertentes. Tanto a vítima que sofre algum tipo de agressão, em que são coletadas as suas amostras de referência, como também, a coleta da amostra questionada, tanto de vítimas quanto do suspeitos que venham a doar para confronto genético.

Também são coletadas amostras de familiares das pessoas mortas que vem para a identificação de seus entes, de familiares das pessoas desaparecidas, e as coletas de DNA de condenados por crimes hediondos ou por violência grave contra pessoas.

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A amostra biológica é colhida através de um dispositivo que será inserido na boca do periciando, sendo uma técnica indolor, para a coleta da saliva e obtenção do perfil genético

Fonte: GOV MT

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Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos

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Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.

Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.

Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.

“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.

Os erros financeiros mais comuns entre casais

Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.

Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.

Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.

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Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.

“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.

Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos

Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.

“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.

Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.

Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:

Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.

“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.

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Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor

Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?

De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”

Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.

Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.

Construindo o futuro juntos

Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.

Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.

“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.

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