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SES capacita cirurgiões-dentistas da Região Leste de MT para atendimento à pessoa com deficiência

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A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) realiza, entre os dias 08 a 12 de maio, em Água Boa, uma capacitação em atendimento odontológico à pessoa com deficiência. O curso tem o objetivo de aprimorar os serviços ofertados pelos cirurgiões-dentistas da Região Leste do Estado que atendem via Sistema Único de Saúde (SUS).

A capacitação é coordenada pela Escola de Saúde Pública de Mato Grosso (ESP-MT), em parceria com o Centro Estadual de Odontologia para Pacientes Especiais (Ceope) e a Coordenadoria de Saúde Bucal da SES.

Esta é a segunda capacitação realizada neste ano; a primeira ocorreu em fevereiro e qualificou 20 profissionais odontológicos da baixada cuiabana.

Para esta segunda capacitação, foram selecionados 20 profissionais que atuam nas regionais de saúde Garças Araguaia, Norte Araguaia Karajás, Araguaia Xingu e Médio Araguaia, que compreendem a Região Leste de Mato Grosso. Outras cinco turmas do curso devem ser abertas nos próximos meses, contemplando todas as regiões do estado.

As aulas ocorrerão em período integral. Nos dias 08 e 09, os alunos terão a parte teórica na Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), onde terão palestras sobre a Lei brasileira de inclusão, evolução conceitual de Pessoa com Deficiência, terminologia, conceitos e classificação das deficiências, CID, CIF, principais deficiências e alterações fisiopatológicas e humanização do atendimento odontológico.

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Já no dia 10, terá início a parte prática com experimentação de contenção e imobilização protetiva e prontuário odontológico, além da execução do trabalho prático de educação em saúde na Associação Pestalozzi de Água Boa. Por fim, os alunos da capacitação farão o atendimento aos pacientes com deficiência na sede do Centro de Especialidades Odontológicas do município, onde praticarão, desde a anamnese, passando pela avaliação dos exames laboratoriais, definição das condutas clínicas até a conclusão do atendimento com os procedimentos necessários.

De acordo com o coordenador da capacitação para o atendimento à pessoa com deficiência da ESP-MT, Assis Gomes, todo o processo será acompanhado pelos professores, que são especialistas no atendimento odontológico à pessoa com deficiência e pelos técnicos da SES. “Queremos aprimorar o atendimento na rede pública de saúde de maneira que todo paciente receba um serviço de qualidade, integral e de acordo com as suas particularidades”, diz o coordenador.

Fonte: Governo MT – MT

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Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos

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Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.

Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.

Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.

“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.

Os erros financeiros mais comuns entre casais

Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.

Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.

Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.

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Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.

“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.

Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos

Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.

“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.

Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.

Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:

Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.

“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.

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Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor

Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?

De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”

Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.

Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.

Construindo o futuro juntos

Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.

Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.

“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.

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