MATO GROSSO
Sesp entrega 91 câmeras do programa Vigia Mais MT para a Prefeitura de Cáceres
MATO GROSSO
No maior município da região de fronteira devem ser instalados 420 equipamentos de videomonitoramento
A Secretaria de Segurança Pública (Sesp-MT) entregou, nesta quarta-feira (03.04), 91 câmeras do programa Vigia Mais MT à Prefeitura de Câceres (225 km de Cuiabá). A entrega foi feita ao vice-prefeito do município, Odenilson José da Silva.
Para o maior município da fronteira de Mato Grosso (90 mil habitantes) com a Bolívia, sediado no Pantanal, o protocolo do convênio firmado com o Governo do Estado prevê a instalação de 420 equipamentos de videomonitoramento em segurança pública.
Sob a orientação e o assessoramento da equipe técnica do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp), a prefeitura já começa a instalar o primeiro lote de equipamentos.
O vice-prefeito Odenilson da Silva destacou a importância das câmeras para a região urbana e área de fronteira. “O sistema de câmera é um sistema que já está bem validado. Os cidadãos usam dentro de suas casas. Então, quando o setor público possibilita levar as câmeras às ruas, como o Governo do Estado está fazendo, é porque o sistema foi testado, comprovando sua importância no auxílio à segurança pública”, assinalou.
Na avaliação dele, a instalação das câmeras em Cáceres trará benefícios não somente à população local ou de Mato Grosso, mas do país. ”Nós, dos municípios, temos a corresponsabilidade de cuidar da fronteira. Pela fronteira entram pessoas de bem, graças a Deus, essas são a maioria, mas também entram ou saem pessoas que não tão boas assim, que estão envolvidas ou praticando crimes”, observou.
A chegada das câmeras do Vigia Mais em Cáceres, de acordo com o vice-prefeito, vai além da preocupação dos crimes de fronteira. “A gente quer a segurança da população porque uma população segura, com certeza, é muito mais feliz”, completou.
O superintendente do Ciosp-MT e coordenador do Vigia Mais MT, delegado Cláudio Álvares, disse que Cáceres é um município estratégico para a segurança da fronteira, especialmente na prevenção e repressão aos crimes tráfico de drogas e roubo de carros. De acordo com o ele, 80% dos municípios que que fazem fronteira ou estão na linha fronteiriça já aderiram ao Vigia Mais.
Ao vice-prefeito de Cáceres, o coordenador explicou sobre os modelos e funcionalidades das câmeras que o Estado, por meio da Sesp, está cedendo aos municípios e outros entes que querem se tornar parceiros do videomonitoramento em segurança pública.
“Temos as OCR’s, por exemplo, que são as câmeras que fazem leitura de placas de veículos e permitem o cruzamento de dados e informações para saber se são roubados e furtados. Também tem as câmeras fixas e dos modelos speed domes, com zoom de aproximação da imagem e outros recursos”, pontuou.
No caso da fronteira, Cláudio Álvares lembrou que, além das parcerias com as prefeituras e outras entidades, a Sesp fez convênio com a Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz) para monitoramento fiscal, e cedeu câmeras ao próprio Grupo Especial de Fronteira (Gefron) para reprimir crimes de tráfico de droga, roubo de carros e outros.
As imagens captadas são acompanhadas pelo Ciosp e pelos policiais que atuam em atividades operacionais em cada região por meio de aplicativo baixado no celular.
O vice-prefeito veio a Cuiabá acompanhado do comandante do 6º Comando Regional de Cáceres, coronel PM Ottoni Cezar, e da assessora de convênio da prefeitura, Gesica Chaika da Silva.
Nesta semana, a Sesp também entregou sete câmeras ao município de Reserva do Cabaçal (387 km de Cuiabá). O procurador municipal, Reinaldo Henrique de Souza, representando o prefeito Jonas Campos Vieira, recebeu os equipamentos.
“São equipamentos de extrema importância à segurança da população. Estamos na região é de fronteira, então o Vigia Mais é importantíssimo na prevenção e solução de crimes. A população reservense agradece ao Governo”, completou Reinaldo.
MATO GROSSO
Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos
Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.
Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.
Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.
“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.
Os erros financeiros mais comuns entre casais
Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.
Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.
Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.
Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.
“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.
Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos
Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.
“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.
Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.
Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:
Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.
“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.
Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor
Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?
De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”
Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.
Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.
Construindo o futuro juntos
Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.
Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.
“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.
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