MATO GROSSO
Sesp reforça segurança em Nossa Senhora do Livramento com câmeras do programa Vigia Mais MT
MATO GROSSO
Serão instaladas quatro câmeras na área urbana, em pontos da sede do município, e 12 em estradas que dão acesso às fazendas e nas proximidades das próprias propriedades rurais. Os equipamentos, conforme a regra do Vigia Mais MT, devem ser dispostos em locais e ambientes cujo monitoramento seja de interesse coletivo.
O presidente do Sindicato, Benedito Almeida, agradeceu ao Governo do Estado pela parceria. Para ele, o programa simboliza mais proteção à população mato-grossense, tanto na cidade como no campo. “O Vigia Mais traz mais segurança e agilidade nas ações policiais, e transparência e eficiência no serviço público”, avaliou. Ele afirmou que pretende ampliar a parceria, aumentando o número de câmeras futuramente.
O coronel Cláudio Fernando Carneiro Tinoco, secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp, que fez a entrega das câmeras, destacou a importância de levar o Vigia Mais a todo o Estado, reforçando as ações da segurança pública com uso da tecnologia.
“É a construção de um legado que Mato Grosso tem feito, e já temos resultados positivos em todo o Estado com a instalação dessas câmeras em vários municípios. Nossa Senhora do Livramento entra dentro desse contexto e, como certeza, através do Sindicato Rural, a população que será beneficiada por esse programa se sentirá mais segura, especialmente no momento em que estiver trabalhando e produzindo para o nosso Estado”, enfatizou coronel Fernando. ![]()
Vigia Mais MT
A Sesp já levou o programa Vigia Mais MT a alcançar mais de 120 municípios, entregando câmeras dos modelos fixos, speed domes e OCRs (que permitem a leitura de placas de veículos) gratuitamente, ficando a cargo da prefeitura ou empresa o custo da instalação, internet e manutenção.
O programa prevê a instalação de 15 mil dispositivos de videomonitoramento que produzem imagens em tempo real, captadas nas telas do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) e em celulares funcionais. Há uma plataforma disponível, em que os policiais e as pessoas autorizadas pelas prefeituras que adotaram o projeto podem acessar as imagens.
*Sob supervisão de Alecy Alves
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.