MATO GROSSO
Sesp reforçará segurança no jogo entre Corinthians e Cuiabá com 230 policiais
MATO GROSSO
Estimativa é que cerca de 11 mil torcedores assistam a partida da série A do Brasileirão, que acontecerá na próxima segunda-feira, às 18h.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), em conjunto com os órgãos que compõem a Câmara Temática de Segurança de Grandes Eventos, finalizou, nesta sexta-feira (25.10), o plano de segurança para a partida de futebol entre o Cuiabá Esporte Clube e o Corinthians, na Arena Pantanal, em Cuiabá.
O planejamento prevê o reforço de 230 policiais militares dos Comandos Regionais 1 e 2 (Cuiabá e Várzea Grande), do Batalhão de Ronda Ostensiva Tático Móvel (Rotam), da Companhia Independente de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Cia Raio), da Companhia de Força Tática, da Cavalaria e do Batalhão de Trânsito, em parceria com o Corpo de Bombeiros.
O jogo será na próxima segunda-feira (28.10), a partir da 18h, com um público estimados de mais de 11 mil torcedores.
A secretária-adjunta de Integração Operacional em substituição, tenente-coronel PM Sara Borges, salientou que, para eventos com estimativa alta de público, como as disputas de futebol com a presença de equipes nacionais, são elaborados planos de segurança compatíveis com as diversas necessidades.
“A secretaria de segurança empregará um número de policiais que foi definido levando em conta o trânsito de veículos e de pessoas na região, o público nas dependências internas do estádio e entre outras questões. As instituições de segurança pública, justiça, esporte e lazer vem trabalhando em conjunto com integrantes da diretoria do Cuiabá para proporcionar segurança para os torcedores e famílias cuiabanas que vão ao estádio”, ressalta a TC Sara.
Além do efetivo da Segurança Pública, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) atuará no bloqueio e fiscalização da Rua Ranulfo Paes de Barros, na lateral da Arena Pantanal. Essa via será fechada três horas antes do jogo. Os portões do estádio serão abertos às 16h.
A tenente-coronel Sara ressaltou que o planejamento da Sesp inclui acompanhamento da equipe do Corinthians desde a chegada no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, até o complexo esportivo da Arena Pantanal, assim como a escolta para retorno e embarque de volta à São Paulo.
O 1º Comando Regional será responsável por todo policiamento na chegada dos torcedores, nas concentrações e depois do jogo, quando ocorre a aglomeração das torcidas.
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
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