MATO GROSSO
Setasc realiza entrega de 200 cestas de alimentos à etnia Kurâ-Bakairi
MATO GROSSO
“Os serviços aos povos indígenas estão expandindo, além das cestas de alimentos e do programa SER Família Indígena com o auxílio os serviços de cidadania estão chegando aos nossos irmãos, isso demonstra o respeito que temos por eles. Agradeço as parcerias, a exemplo da Seaf que tem apoiado as ações nas aldeias”, disse a primeira-dama Virginia Mendes.![]()
De acordo com a secretária Grasi Bugalho, a parceria com outros órgãos do Governo é importante para o desenvolvimento do Programa SER Família Indígena, que leva segurança alimentar às famílias indígenas do estado de Mato Grosso, por meio das cestas de produtos alimentícios e transferência de renda, realizada pelo cartão do SER Família Indígena.
“O cadastro das famílias indígenas é um trabalho diferenciado para que a gente consiga entregar política pública com qualidade e eficiência para a população indígena. E todo este trabalho tem como inspiração a nossa primeira-dama, que se dedica com muito amor e carinho à causa indígena”, afirmou a secretária da Setasc.![]()
O cacique da aldeia Pakuera, Genivaldo Poiure, agradeceu ao governador Mauro Mendes e à primeira-dama Virginia Mendes pelas ações que vêm sendo desenvolvidas no território Bakairi.
“Por meio da Setasc, com a secretária Grasi e a Superintendência dos Assuntos Indígenas, com o companheiro Agnaldo, o governo vem auxiliando o nosso povo com a entrega das cestas de alimentos. Agradeço por todo o auxílio que o governo está dando aos Bakairi, e também ao pessoal da Agricultura Familiar, que se empenha em nos ajudar com o trabalho aqui na reserva. O Governo de Mato Grosso já nos auxiliou com caminhão, trator e estamos agora com o plantio de arroz para a comunidade, de banana, cacau e café. Só temos a agradecer todo o incentivo e apoio que estamos recebendo”, contou cacique Genivaldo.![]()
Joice Kavopi, uma das beneficiadas da aldeia Pakuera, disse que a entrega dos alimentos faz a diferença para aqueles que não tem condições de se deslocar até a cidade.
“Muitos não têm um veículo para ir ao centro da cidade e comprar os mantimentos. E neste mês de maio, tão extenso, vai ajudar muito as famílias. Agradeço à primeira-dama Virginia, pelas cestas que irão beneficiar tantas famílias do povo Bakairi”, declarou Joice.
Outra beneficiada com a entrega das cestas de alimentos na aldeia Cabeceira do Azul, Carmen Ataivalo, também agradeceu a ação que levou segurança alimentar ao povo Bakairi.![]()
“Isso daqui foi muito bom para todos nós. Agradeço pelo trabalho que o governo está fazendo para o meu povo. Espero a visita da dona Virginia e agradecê-la pessoalmente”, disse.
Desde o início do ano, a entrega de cestas de alimentos e kits de limpeza e higiene, por meio da Setasc, beneficiou famílias indígenas de diversas etnias em todo o Estado, como os Guató, Xavante, Paresi, Boe-bororo, Nambikwara, Yudjá/Juruna e Kayabi.![]()
Registre-se!
A segunda edição da Campanha Nacional de Registro Civil (Registre-se), promovida pela Corregedoria Nacional de Justiça, através do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), tem como objetivo ampliar o acesso à documentação básica para pessoas vulneráveis em todo o Brasil.
A ação começou nesta segunda-feira (13.05) e seguirá até sexta-feira (17.05), com a previsão de realizar 500 atendimentos para a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN).
Durante a semana, além da Carteira de Identidade Nacional, os beneficiários da campanha terão acesso a serviços eleitorais, emissão da segunda via de certidões de casamento e nascimento, e CPF.
Os parceiros da iniciativa incluem o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), a Polícia Federal (PF), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a Receita Federal, a Defensoria Pública da União, a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso, a Associação dos Notários e Registradores do Estado de Mato Grosso (Anoreg-MT), a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de Mato Grosso (Arpen-MT), a Fundação Nova Chance, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), além de cartórios de Cuiabá e Paranatinga, e servidores das prefeituras de Paranatinga e Cuiabá.¿
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
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