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Setembro Amarelo: servidores do TCE-MT participam da palestra Viver é a Melhor Solução
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Ao longo do Setembro Amarelo, o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) vem realizando uma série de atividades em alusão à prevenção do suicídio. Nesta quinta-feira (21), foi a vez da Palestra “Viver é a Melhor Solução”, que reuniu servidores, colaboradores e seus familiares no Espaço Cultural Liu Arruda.
O tema foi abordado pelo escritor Alan Barros, que falou sobre sua relação com os transtornos emocionais. “Também trago dados importantes sobre neurociência, psicologia e psiquiatria, então costumo dizer que sou desmistificador de mitos da saúde mental”, afirmou.
Promovida em parceria pela Comissão Permanente e pela Secretaria Executiva de Gestão de Pessoas, por meio do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (NQVT), a programação da campanha é realizada desde o início do mês.
| Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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“Somente em 2022, tivemos 16 mil suicídios no Brasil, é um índice alarmante, por isso essas campanhas precisam ser realizadas pelas instituições públicas de uma forma em geral e o Tribunal de Contas está orientando e capacitando seus colaboradores no sentido de valorizar a vida e de reconhecer pessoas que têm algum distúrbio que possa levar ao suicídio”, declarou o presidente da Comissão, conselheiro Guilherme Antonio Maluf.
O encontro também contou talkshow com especialistas que tratam sobre saúde mental. O objetivo foi reforçar informações que vêm sendo tratadas por meio de outras linguagens, como em ações de distribuição do laço símbolo da campanha e apresentação musical nas unidades.
| Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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Foi o que destacou o secretário-executivo de Gestão de Pessoas, Eneias Viegas da Silva. “Esta demanda por saúde mental é visível em números, porque hoje atingimos 1095 atendimentos psicológicos a servidores e dependentes diretos. Então é uma preocupação que o Tribunal tem com sua equipe e com seus familiares também.”
A coordenadora do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (NQVT), Estela Biancardi, reforçou a atenção dada pelo órgão ao assunto. “É uma instituição que preza por este trabalho. Temos seis psicólogos atendendo no Núcleo, além de médicos, nutricionistas e odontólogos. Tudo isso para que o servidor tenha mais qualidade de vida.”
Voluntários do Centro de Valorização da Vida (CVV) também participaram da palestra, que contou com meditação guiada para estimular o equilíbrio emocional. “Além da terapia e da medicação, há outras formas de se ajudar a construir uma saúde emocional satisfatória”, concluiu o psicólogo do NQVT, Marco Araújo.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

