MATO GROSSO
Setor de Serviços recua movimentação em março, mas tem saldo positivo de empregos
MATO GROSSO
Foram divulgados, nesta semana, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS/IBGE) e os dados do Novo Caged (MTE), com referência ao mês de março, que apresentaram resultados negativos dentro do estado. O Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) analisou as informações da PMS, que registraram recuo de -1,9% no volume de vendas e de -0,5% em receitas. Porém, é possível verificar um crescimento no comparativo com março do ano passado, de 10,5% nas vendas e de 15,2% em receitas no estado.
Já sobre os dados do Novo Caged, o IPF-MT apurou que houve mais demissões do que admissões no mês de março no estado, de -10 postos de trabalho. A atividade agropecuária foi o único setor a apresentar saldo de -4.392 postos com carteira assinada. Já o setor de serviços apresentou maior crescimento no saldo de empregos, com 2.363, seguido da construção e indústria, com 1.058 e 722 novos empregos, respectivamente. O comércio registrou um saldo de 239 novos postos de trabalho.
O presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, esclarece que o setor agropecuário perpetua a tendência de queda nos empregos para o mês em anos anteriores, como ocorreu em 2022, onde o saldo foi de -3.893 e de -2.507 em 2021.
Ainda conforme análise do IPF-MT, a tendência de queda no mês pode estar atrelada ao momento econômico do estado, de menor movimentação dos empregos da agropecuária, o que também pode ter contribuído para uma menor movimentação apurada na PMS.
Wenceslau Júnior reforça que há uma expectativa de melhora dos índices para os próximos meses. “A melhora da PMS em relação a março de 2022 reforça a tendência de alta nas vendas e de receita no decorrer deste ano, o que é muito importante para aquecer e manter a economia em crescimento, já que o consumo das famílias é um dos fatores mais impactantes na movimentação econômica e geração de riqueza”.
O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.
MATO GROSSO
Acrismat solicita à Sefaz renovação de incentivo do ICMS para a suinocultura até 2032
A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) se reuniu nesta semana com a equipe da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para entregar um ofício solicitando a renovação, até 2032, da concessão de cumulatividade do crédito presumido do ICMS, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O pedido abrange as operações próprias de saídas interestaduais de suínos vivos, em todas as finalidades. A vigência atual do benefício se encerra em 31 de dezembro de 2026.
A solicitação busca assegurar condições de competitividade à suinocultura mato-grossense, especialmente aos produtores independentes. No ofício, a Acrismat aponta que Mato Grosso registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas nos últimos anos, cenário que reforça a necessidade de medidas voltadas à sustentabilidade econômica das propriedades e à permanência dos suinocultores na atividade.
Para subsidiar a demanda, a entidade encaminhou o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontuou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.
O documento também destaca que as oscilações cíclicas do mercado afetam os custos de produção, a rentabilidade e a capacidade de investimento dos suinocultores. Nesse contexto, a renovação é defendida como uma medida para proporcionar maior segurança ao setor e manter condições de competitividade em relação aos produtores de outras unidades da Federação.
Além dos efeitos nas propriedades, a associação ressalta os reflexos da atividade na manutenção de empregos, na geração de renda e na movimentação da economia dos municípios. O pedido considera toda a cadeia produtiva e os serviços vinculados à criação de suínos.
Articulação institucional
O ofício informa que a mesma solicitação foi formalizada junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também pediu apoio à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para a demanda no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).
A demanda conta com apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).
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