MATO GROSSO
Sinfra adere à campanha e estima receber 700 quilos de alimento
MATO GROSSO
Os servidores da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra-MT) aderiram à campanha “Natal para Todos”, que visa arrecadar alimentos não perecíveis para transformar o final de ano de famílias carentes. No âmbito da Sinfra, o Dia “D” da campanha será na quarta-feira (09.12), às 9h, em evento que contará com a presença da primeira-dama de Mato Grosso, Samira Martins, que coordena o Núcleo de Ações Voluntárias (NAV). Só na Sinfra, a expectativa é arrecadar 700 quilos de alimentos.
Nos postos de coleta localizados nas secretarias, as primeiras doações já foram feitas e a arrecadação continua a todo vapor. Só em Mato Grosso, cerca de 500 mil famílias vivem em situação de extrema pobreza. “Se cada pessoa se solidarizar e se sensibilizar com a campanha, vai perceber que existem muitas pessoas ao lado que necessitam destes alimentos. Por isso contamos com a ajuda de todos os servidores da Sinfra”, conclamou Samira.
Onde doar?
Um carrinho de supermercado foi colocado na entrada do prédio Sinfra e caixas foram posicionadas nas recepções de cada setor. Os servidores podem contribuir espontaneamente com alimentos não perecíveis, como: arroz, feijão, óleo, açúcar e macarrão.
Segundo a Coordenadoria de Gestão de Pessoas, a expectativa é que a pata supere a estimativa de 700 quilos de alimentos. “Acreditamos que os servidores estão sensibilizados com a causa. Por isso nós esperamos uma coleta efetiva de alimentos”, disse a Gerente de Aplicação Desenvolvimento Saúde e Segurança, Soyanne Almeida Santana.
Famílias que precisam
De acordo com dados levantados pelo NAV, por meio da Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas-MT), 511.311 famílias estão cadastradas no Cadastro Único do Estado. Deste número, 162.811 possuem a renda per capita de R$ 77 a R$ 154.
Ainda conforme o estudo, 125.362 famílias sobrevivem com a renda entre R$ 154,01 a meio salário mínimo, e outras 110.046 contam com a renda acima de meio salário mínimo, que corresponde a R$ 788. “Mais ou menos um terço da população se encontra em situação de vulnerabilidade. E a partir desta campanha de arrecadação de alimentos esperamos mudar para melhor o Natal de cada uma delas”, destacou a primeira-dama.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
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